quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

n.a.r.k.o.s.e. der müde tod

It is loading loading loading ... wait a minute, almost complete... loading loading loading... in a few minutes you will receive... we will... that´s what I call a lovely comunication! A etmologia mostra a palavra narkose dentro da idéia de entorpecimento, referente ao que hoje conhecemos como o mito de Narciso, não aquele que se apaixonou pela própria imagem refletida no rio, que a professorinha contou para nós aprendermos mitologia grega. Mas este aqui, que está com uma dor e uma mancha vermelha nos olhos. Este que se tende a se entorpecer com aquilo que se identifica. Que tende a se entorpecer. E a identidade está com um material de divulgação fantástico. Não há como não pensar nela. E não há como pensar nela. O que isto significa? Não há como escolher ou saber se estamos agindo em nossa função ou se não. E se não, em função de quem então? Pra quem vai todo esta atenção, depositada quase como um imposto. Um pouquinho de tantos milhões.
Este Narciso narcioso que está numa crise fodida, já passou por todas as drogas de praxe, pelas não de praxe, pelas que surgem a cada semana nas baladas européias, pelo conhecimento do mundo e seu conforto uterino, pelo experiência exacerbada sexual, pela masturbação. Por tudo. Já passou por todas as formas de entorpecimento e agora está anestesiado. Em algum outro idioma narkose é anestesia. Algum idioma polaco. Aqui é tráfico. Não importa. Tudo se relaciona com uma espécie de aniquilação sensorial. Esta aniquilação que preencheu o século XX e não tem mais o que preencher no século XXI. É como falar do mesmo jeito que se falava há duzentos anos. Com os códigos de duzentos anos atrás, com as convenções de duzentos anos, com a vivência de duzentos anos. Esta fala não chega. E nem de fato sai de algum lugar. A mesma coisa acontece com a produção artística, eu imagino, e tento explorar isso com o n.a.r.k.o.s.e.. E é grafado assim no foco das perspectivas artísticas do século XXI, o século onde as profecias de Andy Warhol e Marcel Duchamp acontecem de fato. Uma sigla que ninguém sabe ao certo o que significa. Isto se significa.
A Morte Cansada, Frtiz Lang, 1921
O Sétimo Selo, Ingman Bergman, 1956

À partir daí, perde o sentido, a necessidade, os dois parágrafos de investigação semântica. E de fato, pouco importa a investigação semântica. A reinvestigação. O multiperspectivismo. Isso já importou. Hoje, será que importa? Será necessário? E até quando quem suportará tanta demolição? A palavra passou por tudo isso, dentro do que escrevi até então. E o que implica a necessidade disso para a arte? Qual o ponto principal, que prova a necessidade de tanta conceitualização, histórica, filosófica, estética, poética, de uma palavra em um ou dois idiomas, quando está se tornando difícil, extremamente difícil, encostar a cabeça no travesseiro e dormir em menos de meia uma duas horas? Em "A Morte Cansada", Fritz Lang mostra uma morte que dá mais três chances e nos enche de símbolismos mundiais, da china ao misticismo romântico (além de construir um muro sem passagem ao redor do cemitério, o que eu acho ótimo). Bergman, no filme que pretendo rever nestas férias, debocha um pouco mais da morte, and have a play with. Não sei de onde veio tudo isso nem para onde foi. O que eu significo nisso tudo é uma espécie de resultado matemático oriundo, não de erros de cálculo, mas de erros na utilização dos fatores. Como uma multiplicação sem o x, mas em cruz ( eu escrevi cruz, não +).

Um comentário:

Léo Gonzalez disse...

Seu último parágrafo só prova que você sempre irá se contradizer enquanto não organizar melhor suas idéias nas suas produções, ao invés de apenis querer dar sermão nos outros. Você está cada vez mais fora de controle. Precisa de centro.
Obrigado

Leo gonzales

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