sábado, 7 de fevereiro de 2009

O prelúdio do samba do trocadilho

à ver navios? você está há ver navios? é isso? ou você ficou? ah... você ficou. então, você ficou à ver navios. então você está à ver navios. não está? não está à ver navios? sim. ver navios. está ou não está à ver navios?

já vejo, ja vejo, respondeu debochadamente. ou melhor... já estou para ver. já estou para ver. concertou debochadamente (concertar já é per si debochadamente) enquanto isso, pensava. navios? como dizer... navios? pensava... em navios? como se... navios? como se visse... o que não vissem... como se visse o que pensavam... o que pensavam que viam era... navios? navios? o que se pensa que se vê ainda são navios, porra, navios?

já vejo, já vejo. tudo em mim é tão... torna-se tão... se transforma de uma forma assim que... some. torna-se um argumento. não o argumento nesse sentido, mas no outro. o argumento no outro sentido. já estou para ver, a imagem de van gogh de artaud de sangue e... fica se repetindo como se eu não fosse capaz, isso não tem nada a ver... ainda. não... não... não... eu não estou à ver navios ainda... não, não estou. eu não estou à ver navios.

então, o que você está vendo?

eu estou vendo uma orelha. um hambúrguer, aquilo era um hamburguer. um quadro, não sei de quem é, todo vermelho e... não sei. e um homem. um homem do século... quer dizer ambientado na estrutura temporal do século. tropicalista. ele não me engana, ele é do século tropicalista, sabe o que significa isso? eu estou vendo eu estou vendo. magia. magia.

mintoooooo mintoooooo mintoooooo. EU ESTOU VENDO SIM UM NAVIO.

na verdade, ele é quem está me vendo. tem pessoas lá dentro tem. música. tem... tem... querem saber o que mais? querem saber o que mais?

o que? oh pá! oh pá? god?

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