domingo, 29 de março de 2009

NADA DE NOVO ACONTECEU NA VIDA DE VINCENT VAN PRICE ATÉ SUA ESPETACULAR MORTE - N.A.R.K.O.S.E. NARCISO O ENTORPECIMENTO CAUSA DANOS - 1

à direita vocês podem conferir uma seqüência de links relacionados à peça Formigas Glitter, escrita e dirigida por Límerson, no N.A.R.K.O.S.E.


rafael di lari em formigas glitter, foto de Emmanuel Peixer

CERTO... ENTÃO VOCÊ ESTÁ BRINCANDO DE AUTO PROMOÇÃO...
não. eu estou brincando de anti auto promoção. auto detonação. vejam por exemplo este post, copiado do blog eoutraspreliminares.blogspot.com

Pausa para o Teatro - Formigas Glitter

Nossa! Hoje muitas coisas. Imagino que leitor que é leitor odeie não ler um post inteiro, pelo menos eu odeio, então, pensando no bem estar dos meus queridos leitores (e, é claro, em manter a visitação) vou postar o monte de coisas em partes. Vamos ao “Formigas Glitter”, peça que assisti nesta segunda-feira dia 23, no TUC (Teatro Universitário de Curitiba – com essa nova mania do CQC de perguntar sobre as siglas, fica feio não saber, né?). Ta, eu não sou atriz, nem aspirante à atriz, nem estudiosa das artes cênicas, nem nada relevante teatralmente falando. Sou uma mera cadeira ocupada na platéia. E daí? Achei essa peça uma droga. Quer perder seu tempo? Quer ver atores – e atrizes – ruins? Quer ver uma péssima interpretação do nonsense? Vai assistir “Formigas Glitter”. Pronto, atores dessa peça horrível, já fiz minha propaganda. Não me condenem leitores, meu vocabulário pode até às vezes ser erudito, mas não tem nada como encher a boca pra dizer ‘que peça de merda!’ Acabei! Agora, rumo ao próximo post! EM MEIO A DEFESAS APAIXONADAS, ANTI DEFESAS, META DEFESAS, PATOLOGIAS, EXPLICAÇÕES, REVELAÇÕES, E MUUUUITA ALUCINAÇÃO, SURGE SIMONE PETRY, COM QUEM ESTABELECEREI AGORA O QUE CHAMAMOS DE DIÁLOGO DA NARRATIVA E PARALÍTICA FICÇÃO PARALELA:

SIMONE:
Uau...que polêmica causada por um post em um blog.
LIMERSON: Pois é você viu só que loucura!!!

SIMONE:Primeiro gostaria de falar que blogs são pessoais, irremediávelmente. Lamento se isso ainda não ficou subentendido. Assim, neles se escreve da forma como o autor bem quiser, com o contéudo que ele achar que deve.
LÍMERSON: Você já pensou, Simone, quantos blogs existem no mundo? É um número i
ncalculável. Agora imagine esta "polêmica" (palavra em contextos bem mais amplos que "conteúdo") acontecendo neste número incalculável. Agora isso é muito normal sabe, todo mundo quer opinar. E errar?
SIMONE: Quem falou que só critícas com "conteúdo", e vamos combinar que essa palavra pode estar em tantos contextos que nem sempre querem dizer "intelectuais", devem estar neles. Ninguém é obrigado a ler o que não lhe apetece.

LIMERSON: Sim, "polêmica" também é uma palavra de contextos bem amplos hoje em dia. SIMONE:Isto tudo o que foi dito aqui em comentários é pura sensura, e me parece que os que aqui escreveram não fazem idéia do quanto isso é danoso.
LIMERSON: por que muita sensura? muita sensação?


(simone pára para pensar no quanto isso é danoso. límerson observa em silêncio)


LIMERSON: Enfim, Si...
SIMONE: Quanto ao espetáculo, como não o assisti não farei nem um cometário a respeito. Mas lamento muito que os envolvidos no mesmo não tenham conseguido defendê-lo falando de arte. Em momento algum vi um argumento que falasse com propriedade daquilo que foi "mal interpretado", como foi dito, pela Desire.

LIMERSON: Pois é, Simone... como dizer... eu não tenho propriedade de nada. Tive que pagar para apresentar a peça. É um desgaste interminável este Festival. Meu trabalho consiste em furtar pro priedades, em desfrutar, com quem trabalha comigo. Desculpe se a decepcionamos. SIMONE: Pagar na mesma moeda me passa a referência de que, em alguma medida, ela possa ter realmente razão (deixando claro que não concordo com críticas ofensivas, mas reconheço a total liberdade que elas devem ter em circular por qualquer meio. Se assim não fosse o que seria do Diogo Mainardes.)
LIMERSON: Hahahaha o Diogo Mainardes.... si si la plata... desculpe, é que realmente não vi ninguém pagando em mesma moeda em nada. Só vi um amontoado de comentários, todos muito pessoais, como você disse.
SIMONE: E
outra coisa, vocês querem se defender do que chamam ignorância com uma pior, faltando com o respeito com espetáculos que definem como inferiores, em outras palavras. Inferiores no quê? No que diz respeito a arte? O que é arte? Existe uma verdade absoluta que defina este conceito? Falo isso porque vocês devem pensar que talvez o pessoal do Fiani, que como vocês também se esforça em ensaios e estudos, ou o pessoal da rede Globo, podem achar que vocês são ignorantes porque não têm a capacidade de "interpretar" aquilo que eles estão tentando "informar" e o tipo de "arte" que fazem.
LIMERSON: Não, Simone, eu não penso assim. Que conversa mais sem sentido... a Globo nos achar ignorantes, o Fiani nos achar ignorantes? O que você quer dizer com isso? Você acha que eles sabem que nós, você, eles, all of them, existimos? E se sabem disso, você acha que isso interessa a eles? Claro que não! Eles estão no contexto deles, e nosso no nosso, aparentemente fingindo
que não existimos. Ninguém faltou com respeito a espetáculo algum, nem mesmo a Desire que achou o Formigas uma "peça de merda".

(límerson ri da situação do que acabou de dizer, Simone vai à boca de cena, com lágrimas nos olhos)



SIMONE: É possível realm ente alguém, no âmbito de toda diferença inerente a cada ser humano, falar em interpretação exata ou perfeita. Temos que conviver com as diferença e com as divergências. Principalmente num meio lindamente democrático, como ainda considero o espaço teatral.
LIMERSON: Simone, isso seria ótimo. Se o espaço teatral fosse de fato democrático. SIMONE: Ás vezes somos ovacionados outras achincalhados. Precisamos de maturidade para receber estas informações e lidar com elas de maneira inteligente e não na defesa. Defender-se é assumir um tipo de "culpa". O lance é dialogar, mesmo em ambientes mais hostis. É isso, só para os envolvidos refletirem.
LIMERSON: Eu reflito muito sobre isso, Simone. Por isso tenho péssimas noites de sono, e rolo pela cama, feito um frango de domingo. Você parece dialogar bem com isso. Você tem boas noites de sono. Você consegue relaxar depois de falar tudo isso que você me falou? E eu me refiro ao que você falou que aiiiinda não acontece e, receio, não acontecerá.
SIMONE: Ah! Acho que tenho alguns anos de experiência de palco para dizer que o Thiago Lacerda arrebentou no Calígula, uma construção de personagem e trabalho de corpo e voz impecáveis na minha opinião. Valeu cada centavo daquilo que um possível preconceito poderia ter me privado ao prazer.

LIMERSON: Bom, não assisti ao Calígula. Não ganho dinheiro com teatro, então não pago entradas em peças que considero caras SIMONE ( saindo):abraços a todos.

(límerson observa ela se afastar lentamente em silêncio what goes on in your mind...)


trata-se de uma representação. uma mentira. uma metamentira.
uma metralhadora.

fotos do formigas glitter: emmanuel peixer


terça-feira, 24 de março de 2009

ARTIGO DE LEO GONZALES SOBRE A ESTRÉIA DE FORMIGAS GLITTER NO FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA


FORMIGAS GLITTER no FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA - A genialidade desenhada na chatice

Para mim nada importa muito neste Festival de Teatro de Curitiba. O teatro destruiu a vida de Límerson. Eu odeio o teatro. E pouco importa ao mundo se de fato Curitiba é um filtro da cultura, e que o que faz sucesso por lá, fará sucesso no Brasil inteiro, não provando inclusive a mínima qualidade. Nada. Zero. Ilusão, pura ilusão.
Mas, neste domingo fui assistir ao espetáculo do meu amigo/inimigo Límerson, Formigas Glitter, do Núcleo Espetacular, ou Núcleo de Espetacularidades N.A.R.K.O.S.E.. Eu sei que para o pessoal do teatro a estréia é uma coisa muito delicada, muitas coisas costumam dar errado, os atores dão seus típicos pitis com a equipe técnica e no final da temporada ninguém se agüenta mais. Teatro é uma merda mesmo. Em Formigas Glitter, o texto parece ser a única via de comunicação sustentável na qual o público pode pensar em se apegar. Pode ser. Será? Com tantas repetições com pequenas variações, referências saturadas do mundo pop, textos que contextuam cenas e desmentem textos anteriores, textos que desmentem cenas, cenas que confirmam textos.
A repetição em Formigas Glitter, dos imensos e insuportáveis monólogos de Límerson, torna o espetáculo cansativo, sobretudo para aqueles que caíram na armadilha do texto ser a única coisa sustentável. É uma mentira. A base do teatro. A meia-mentira. A meia mentira que é o Festival de Teatro de Curitiba, a meia mentira que é a sigla N.A.R.K.O.S.E., a meia mentira que é Vincent Van Price, o suicidado da sociedade de Walter Benjamin (pararetrucando com artaud), onde estamos? É um império?
Não, nada está acontecendo, é o inferno. Vincent Van Price, um artista pós-moderno, vitima de uma complexa crítica, escrita por dois críticos de arte cabeleireiros que costumam fazer hamburgueres de microondas. Mas esta complexa crítica parece não ser apenas uma crítica de arte, e sim um leitmotiv para relações críticas, de crise, de final de ciclo/siglo/século. Uma crise onde nada acontece. Ou melhor, o que acontece está muito longe do que estamos vendo acontecer. Mas o que estamos vendo acontecer é exatamente o que está acontecendo. O gênio o instinto do indivíduo a idiossincrasia... são rascunhos da chatice.

Leo Gonzales

quarta-feira, 18 de março de 2009

FORMIGAS GLITTER - NADA ACONTECEU NA VIDA DE VINCENT VAN PRICE ATÉ 18 DE MARÇO DE 2009?

Em quatro dias estréia a peça Formigas Glitter em curitiba. Curitiiiiiba. iiiiiba. é uma tentativa saudosista saturada. Estreiar esta peça, que escrevo e dirijo, mais ou menos sem saber o significado, está sofrido. É um imenso sofrimento, dentro do esplendor efervescente da curitiba em clima de festival de teatro. Não quero dizer que não significa nada, porque não posso negar que é um sofrimento para mim estar inserido, e talvez simplesmente por ser sofrido estar inserido. Domingo estréia, ao meio-dia. Muito familiar e tradicional isso...
Nos dois primeiros dias da temporadinha, o que acontece... digamos que eu devo estar em São Paulo, não em Curitiba, não em Festival de Teatro, mas em pé, com a cabeça em paz, no Just a Fest, vendo shows de Kraktwerk, Radiohead e Los Hermanos. Eu comprei o ingresso e isso desespera o elenco do Formigas Glitter, o diretor não está, mas é uma pena, pois eu já comprei, e é uma pena maior ainda que eles não queiram se divertir sem mim enquanto eu não chego, e é uma pena maior ainda que eles não vão se divertir tanto assim, pois não estão ausentes de diretor, apenas ausentes de mim.
-Pena?? Pena!! Pena de que? O Professor Penna, que relacionou sua disciplina de sociologia com a peça do Gianfrancesco e isso e aquilo.. Pena de que? Será que importa tanto assim? Não... sem ofensas, só para perguntar. Será que importa tanto assim? Bom, pra mim importa que toda a pergunta pra o próprio umbigo (ou para o próprio rabo) já foi feita, e quem responde é o próprio umbigo (ou o próprio rabo). Quer dizer, para o Penna, de onde ele veio, por onde ele passou, por onde ele passou que cristalizou tantos tics? enfim, parece justo relacionar sua disciplina de sociologia com a peça do Guarnieri. Afinal é um curso de teatro. Eles devem gostar disso, desta mistura, onde é a sociologia? onde é teatro? não sabemos... estamos apenas investigando alguma coisa que não sabemos o que é.
o que não parece justa é a necessidade disso tudo. qual a necessidade dessa investigação por sobre investigação por sobre investigação? e não há nada além da investigação. não há mesmo. não há. importa mais para mim quem está investigando? who the hell? quem? e por isso mesmo pouco importa a investigação, porque pouco importa quem está investigando, porque nada prova a idiossincrasia itinerante.
Just a Fest, FTC, Formigas Glitter, o provável [unico show do Radiohead no Brasil na história curtinha do Brasil. Historinha. É até curioso imaginar que isso tudo vai mudar.

FORMIGAS GLITTER:
22/03 - 12H
23/03 - 18H
24/03 - 15H
25/03 - 21H

Galeria Julio Moreira, Largo da Ordem, 30
R$10 e R$5

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