sábado, 11 de abril de 2009

No money no fun!

Curitiba - Não há mais muito o que fazer além de se enfiar dentro dos becos dos guetos das gangues e das turmas (as mais do mal o possível) e aparentar alguma afinidade. É uma tristeza lamentável de se chorar. Mas é o que fazer. "É uma desgraça, mas é assim". Não há mais muito o que fazer além de se enfiar nos bares nos shows nos recitais nos teatros nas galerias e nas casas dos amigos. E acertar e errar e mostrar que o que estamos por fazer é o que já estamos fazendo. Não existe maneira de fugir disso. O que você pode fazer a não ser o que você já está fazendo?

De dentro do buraco do vazio da distância histórica e do raso da superfície estamos nós. Os que tiveram a adolescência estuprada por tudo o que comentei no post anterior. Vale ler o anterior agora para iniciar a leitura deste. Nos não éramos adolescentes nos anos 60 nem nos anos 70 nem nos anos 80 e nem (o que acho um alívio) nos anos noventa. Nada. A história de adolescência e independência e revolta que tivemos foi a da euforia web. E possivelmente não começaremos nada. Ou melhor, não começaremos nada se não começarmos alguma coisa. Mas não começaremos nada, porque o medo de começar, o medo de transpor a crise (que é o final de um ciclo) é um medo análogo ao do parto. É um trauma. E a única coisa que podemos fazer é ir juntando os pedaços da nossa forma. Da mesma forma que a internet "uniu" o mundo na tela do computador, pretendemos fazer nossa própria junção destes pedaços. Sem a mínima condição de sermos espetaculares só nos resta, quer dizer, só me resta a tosqueira e a podridão de tudo o que sobrou. A minha imensa podridão. A minha porção em putrefação. E do que estou falando, afinal? Estou falando da necessidade de fazer alguma coisa. Estou falando de como se chega ao ponto de dizer "estou fazendo alguma coisa", ou "estou trabalhando". Até que ponto é viável envolver meu nome, minha personalidade, e meu raciocínio naquilo que NÃO ME INTERESSA?

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