terça-feira, 30 de junho de 2009

Poetiza, Memória e Invenção

Curitiba - Escrevo hoje tomado de algum tipo estranho de sensação positiva. Ela se manifesta fisicamente, por meio de magnetismos naturais, não os do princípio da hipnose, mas certo magnetismo que considero natural, na medida em que tangencia a minha naturalidade. E o que é isso afinal, a naturalidade? Não se trata de um ensaio sobre a essência, incertezas sobre a alma, o espírito e o pensamento. Afinal, escrever sobre a naturalidade depois do naturalismo de Zola já não é a mesma coisa que antes dele. Pensar na idéia da natureza e da essência, na verdade, é um pensamento calcado em experiências específicas, que enriquecem de significados uma psiquê insustentalvemente desconexa, e tenta sustentar. É algo estranhíssimo na verdade, como se eu estivesse ansioso por algo que já aconteceu.

Este tipo de ansiedade parece impossível, já que a ânsia prevê um vômito. Não, não é isso. Mas é claro que existe um acúmulo de previsibilidades do não acontecido em minha vida, e na vida de todo ser que pense nos seus objetivos, nas suas funções e, à rigor, na tragédia que é a vida. O que aconteceu é o que vem acontecendo, correto? Uma iconoclastia que não é mais manipulada por pensadores do seu tempo, mas que tornou-se auto-gestora da nossa inconsciência ou ignorância dela mesma. Nos anos sessenta, iconoclastia era Andy Warhol triplicando Marylin Monroes. Hoje Michael Jackson está morto, e a sensação de que a iconoclastia tornou-se uma função em si, aterroriza a imagem de milhares de homenagens ao ícone do século XX que transmutou as formas humanas em contextos prático-imagéticos, e por isso mesmo, poéticos. Parte da minha infância, e da infância dos que hoje tem até 25 anos se relaciona com isso. Parte da minha ansiedade, e da sua, ignóbil (rasos machadianos), se relaciona com uma iconoclastia auto-fágica.

É por isso que não me iludo, e se já me iludi foi por pouco tempo, com exemplos equivocados, com a iconoclastia nas artes, nem com a iconoclastia na política, nem com a iconoclastia dos discursos. Acho na verdade que estamos vivendo uma grande iconoclastia do amor e da infância, onde nosso reconhecimento por nós mesmos e os nossos próximos se distancia da nossa "genialidade". Aproxima-se mais de situações como a de hoje, em frente à Biblioteca Pública, no hotel onde se hospedou o Corinthians. Atravessando o barulho da tietagem, ainda estava com ela na cabeça, disputando lugar com as mitologias platônicas, e minhas leituras filosóficas de segunda-feira. É realmente uma espécie de vitória (e de fracasso), de evolução (e de regressão), a travessia da tietagem futebolística ao Banquete, com quem minha adolescência ainda dialoga. A iconoclastia do amor e da infância pode então ser uma trajetória de retorno, algo de que se necessite, uma auto-observação, onde está implícita uma transformação. Será?

Meu contato com os artistas de Curitiba, sejam os mais ligados a tradições teatrais de palco e texto, sejam os teatristas de rua, sejam os vanguardistas de performance, sejam quem forem, esse contato entre nós é datado por uma falta de habilidade para lidar com a intuição. Eu sei como é isso. Racional que sou, sei como é difícil ouvir a intuição. Ainda assim é triste ver um monte de gente inteligente, de onde poderia se extrair um convívio ótimo, envolvidas em projetos de bases racionalistas/acadêmicas que em nada se relacionam com as suas trajetórias de vida. E mais triste ainda é que eles me vejam com certa admiração, talvez pelo meu jeito "sério", talvez pelas peças, talvez pelo meu cabelo estiloso, mas no que diz respeito a um envolvimento pessoal, que contenha riscos pessoais, e que se articule num nível produtivo, sejam rasos e medrosos. Não se transformam e não transformam porra nenhuma ao seu redor, porque tem medo disso.

A intuição é uma visão pessoal, como a observação é uma dilaceração em re-significâncias. Moro há quatro anos em Curitiba, com sotaque bauruense e cabeça paulistana, e somente agora, no quarto ano, entrei em contato com um tipo de artista, de criador, de mulher, que lida naturalmente com a intuição. Quatro anos! Como as coisas demoram a se tornar interessantes e, de uma hora para a outra, de uma morte para a outra, de um Irã para o outro, se transformam numa espécie de retomada. E parece que um peso de quatro anos sai das minhas costas, e se torna um detalhe perdido, em meio as perdidas produções teatrais sulistas. Pouco importa, não sou sulista. Ela é, e tem a naturalidade de encarar as transformações pessoais em profundidades artísticas criativas que eu não via há... quatro anos. Uma poetiza, vejam só... pensei que nunca encontraria uma (ou um) em quem acreditasse ou que me emocionasse, como me emocionam as suas palavras. Viva! A arte volta a ser de dentro para fora. Caralho! Por quanto tempo vocês vão ser ingênuos com relação a isso? Por quanto tempo continuarão enxergando isso, ora sob a ótica da entropia estúpida, ora sob a ótica do preconceito acadêmico. Caralho de ignorancia, que só leva a mais absurdos, à cada projeto acadêmico, edital municipal (bem, os de Curitiba, nunca foram dirigidos aos artistas), coletivo de gênios. E eu que escrevia poesias, fui me envolver com este meio implicitamente hostil que é o teatro, ou melhor, que são os eventos teatrais em larga escala.

Estou tentando falar do meu espírito, e de orgulho e honra. Espírito, orgulho e honra são assuntos diluídos, na diluição das senhoras de avignon em formas geométricas, na pulverização onírica surrealista, nos ready-mades (os pronto-pronto), e em toda a construção cognitiva gestada e parida no século XX. E isso não é fácil. Isso não é nem assunto para blog, mas enfim. A naturalidade intrínseca, implícita às coisas que estão acontecendo, é bem mais bonita de se ver, e bem mais positiva de se relacionar, e bem mais criativa de se reconstruir e se re-significar, do que a explícita baixaria política brasileira, ou o explícito inexplicável da morte de Michael Jackson, a explícita decadência em todas as suas idiossincrasias. Coisas que "sempre" acontecem ou coisas que sempre "acontecem"?

"Estendo o tempo da queda, o da dor, o da agonia, o do sangue. Estendo o tempo da mordida, da orelha cortada, da arte entrecortada. Porque eu sou o juíz. O juíz que não julga. O juíz nocauteado". Foi assim que terminei o artigo anterior, sobre a reestréia do Formigas Glitter, sob o nome Glitter Ant. No sentido do post de hoje, acho um final triste, com uma eternidade trágica. E não estou afim de estender tempo nenhum de porra nenhuma. O que está acontecendo está sendo acontecido, e as vicissitudes idiossincráticas intuem para uma reorganização desta balbúrdia. Hoje essa estranha sensação positiva parece uma naturalidade por si só. Implicitamente. Como é implícita a importância e a significância das pessoas que se conhece ao longo da vida (curtíssima i hope).

Límerson

do mosteiro monástico (e monístico), a Junkie House.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Glitter Ant - A Academia devia almejar mais à popularidade





Curitiba, a terra da dúvida e do pé atrás - Formigas Glitter é uma peça acadêmica. Entre os acadêmicos gerou todos os tipos de reações, aversões, diversões, e muitas muitas muitas digressões. E em cada apresentação foi se transformando, e se tornando mais acadêmica. Uma peça que pede aos acadêmicos, que dêem um passo para trás, e retornem a infância. Rastejem até ela. Ao o que ela é. E por isso provocou essa diversidade de reações, foi "a pior" peça de teatro para muitos que viram no Festival de Curitiba em 2009, e também foi um alívio, ou uma exacerbação do manicômio social contemporâneo, e para alguns foi a melhor coisa que aconteceu. Todos envolvidos de alguma forma com a academia, sejam estudantes ou freqüentadores ou professores, ou tipos como eu, que se relacionam com a academia por um mero acaso, pois não freqüentam como alunos, mas como estudantes ou pesquisadores ou viajantes ou nômades ou nada disso. Menos como alunos, porque há muito o ensino nos defeca, e hoje defeca-se no ensino. Sandices. Não, Formigas Glitter não é uma peça acadêmica não!

Sou acometido por memórias esparsas que surjem da infância: eu assisti à luta em que Mike Tyson mordeu a orelha de Evander Holyfield, em 1997, há mas de dez anos atrás, eu tinha 10 anos. Dez anos depois eu escrevo Formigas Glitter, onde a orelha de Vincent Van Gogh, arrancada com os dentes por Vincent Van Price (um gênio idiota, da geração dos idiólatras), é encontrada numa trama lynchiana paralela, envolvendo dois críticos de artes iguais (artes e críticos iguais entre si mesmos). É encontrada jogada, como o pedaço da orelha de Holyfield foi encontrado depois de ter sido cuspido por Tyson. Não sei se o Tyson cuspiu o pedaço que comeu no ringue ou se engoliu. Quem lutavam eram os críticos de arte, disfarçados de cabeleireiros (como muitos críticos de arte são, if you know what i mean). E Vincent Van Price, um artista contemporâneo, envolvido com as artes plásticas, as artes cênicas e com a filosofia, está sendo ovacionado pelos apresentadores, os rounders. Apesar disso ele é vulgar, rude, sombrio, grosseiro e violento. Sintomático do comportamento que apresenta o artista que passa pelas crises atuais. Devem provavelmente ter engolido o pedaço de orelha que o Tyson mordeu...

Mas parece que os acadêmicos não entenderam, quer dizer, alguns entenderam, mas... o que eu quero dizer é que a recepção não apresentou muita relação com isso, pelo menos em seus comentários. No blog da Desire, uma acadêmica de Letras da UFPR, surgiu uma polêmica absolutamente ridícula (eu quase escrevi risícula) que mais falou sobre liberdade de expressão do que sobre teatro. E discutir liberdade de expressão num blog, tá tudo bem mas, ah, deixa pra lá, é muito fácil cair nas ciladas do pessoal que discute liberdade de expressão, eles são os mais repressores repressivos. Repressão é outra história. Quanto ao endereçamento do Formigas Glitter aos acadêmicos, tem a ver com esta situação absurda do estado do Paraná, onde existe uma Faculdade de Teatro Estadual em total silêncio com a comunidade. Ela está em Curitiba, na mesma cidade onde encontra-se a UFPR, UFTPR, PUC-PR, TUIUTI, eu não sei como são estes lugares neste aspecto. Mas sei do diálogo constante destas instituições com a sociedade na qual estão inseridas, por meio de eventos sejam lá quais forem. No entanto, lá no Cabral, existe a Faculdade de Artes do Paraná. Não existe fluxo de diálogo entre a sociedade Curitibana e a Fap, o que faz daquele lugar uma máquina burocrática de muita tristeza. Porque a Academia sempre foi um ambiente que (ainda que restrito aos eruditos, ou aos iniciados, ou aos cabeções, conforme a história veio denominando os "acadêmicos") pretendia um diálogo com a sociedade. Isso se perdeu. É de chorar. A Fap virou um lugar de meninos que não tem o que fazer e precisam se formar para provar alguma coisa para os papais. am i one of them?

É risivo e risículo porque Formigas Glitter está inserido neste ringue de instruídos complexados, foi gerado, gestado, nesta rinha de galos, com o peito cheio de conhecimento. Mas como falar de academia para os acadêmicos? Não é isso, eu mesmo estou tentando me confundir. A pergunta é, para que falar de rinha de galos para os acadêmicos? E Tyson e Van Gogh e Van Price e Holyfield? Depois de Marcel Duchamp, Andy Warhol expôs toda a iconografia do século XX (Nova Iorque), e por isso mesmo toda a iconoclastia do século XX, multiplicando marylin monroes por elvis presleys tão rápido quanto o som da lata de coca-cola quando abre. Ah, então era por isso... é claro que qual quer pessoa pode observar o fato de uma forma diferente, mas pra ficar claro o ringue e a rinha tem de estar estabelecidos. E é mais claro ainda que o combate move a humanidade, em todos os sentidos. E em todos os sentidos, é natural que haja uma reconstrução. E por falar em confusão e reconstrusão e reconfusão, jornalistas agora não precisam de diploma. Ainda não entendemos que ninguém nunca precisou disso, ninguém nunca precisou da aprovação de ninguém. Mas todos, em vários estágios da vida, sempre sempre precisaram de alguma. Estamos devagar e cada vez mais perdidos...

Que engraçado... cair na mesma armadilha do final do século XX... não é tão engraçado assim.

Acredito sinceramente que estamos num processo de retomada de alguma coisa que estamos desesperados para saber o que é. Aparentemente, rastejamos pelos cacos mondrianianos, e ainda sorrimos das piadas de Duchamp (mas com certo incômodo). "É uma desgraça, mas é assim", para quem prefere Samuel Beckett, "apesar do tempo, da morte e da decomposição, estamos reunidos" para quem prefere Shopenhauer (não, não é do Shopenhauer). Não é tão engraçado assim, mas é engraçado. Acabo de descer um pouco na sala, e o pessoal estava conversando sobre o Fernandinho Beira-Mar, e sua indestrutibilidade. Isso é incrível, é a mesma coisa que sempre acontece.

O n.a.r.k.o.s.e. vai voltar com o Formigas Glitter, que passará a se chamar Glitter Ant, e veremos se desta vez haverá um knockout. E eu boto os críticos de arte pra brigar! Eu sinceramente espero que não haja, pois eu prefiro o tempo estendido da agonia até o juiz finalizar. Estendo o tempo da queda, o da dor, o da agonia, o do sangue. Estendo o tempo da mordida, da orelha cortada, da arte entrecortada. Porque eu sou o juíz. O juíz que não julga. O juíz nocauteado.

Um abraço em todos os meus amigos, sempre distantes, sempre em transe.

Límerson, The Knockouter Knockouted.

domingo, 14 de junho de 2009

Estamos todos abandonados

Curitiba - Todos se encontravam com alguma freqüência, uns com os outros, nos lugares diretos e nos lugares indiretos. E todos se encontravam consigo mesmos. Com seus pensamentos, com seus LDS, com suas sativas, com suas pensativas tentativas. Sempre foi assim. Hoje, muita hipocrisia (uma palavra indiscutivelmente teatral) faz com que muitos hipócritas (o que os atores pensam que...) deixem de fazer isso, deixem de considerar este tipo de formação social, ou este formato de organização criativa, onde existem encontros, e reflexões sobre os encontros. Mas eu sei que sempre foi assim.

A maior parte dos meus amigos da oitava série (é uma sorte que eu ainda me lembre deles) estão fazendo sabe-se lá o que numa cidade chamada Bauru. Não me encontro com estas pessoas mais. Não vejo mais cada rosto e nem sinto cada cheiro adolescente de cada um mais (o que para mim era um incômodo inenarrável) pois mudamos todos de escola. As pessoas foram para as escolas mais caras, e eu para as mais baratas, então fiz amigos mais obscuros, vinculados a perspectivas profundamente tabagistas, ou com tendências muito grandes ao consumo de maconha e álcool. Isso tudo bombardeando meu inconsciente colegial. Abandonado e sem amigos. Cada aula, cada matéria, era insuportável, era desinteressante, era desprezível, então eu raciocinava comigo mesmo, em poemas absurdos que escrevia e não mostrava, ou em cartas anônimas que publicava nos jornais. Uma delas, por sinal, foi lida pelo diretor do colégio, que me repreendeu porcamente, como um porco DONO de COlégio PARTICULAR!

Agora moro em Curitiba. à cada dia que passa o frio aumenta mais, e eu estou congelando e delirando, neste hemisfério hipotético, neste ambiente absurdamente ideológico que é o Estado do Paraná, em comparação com o resto do país-brasil. É utópico. Mas a tranqüilidade realmente encanta. E como todo encanto, possui algo obscuro, possui algo velado. O encanto da tranqüilidade paranista é o bom-mocismo, que já foi pervertido há muito, e que não engana o brasileiro mais tapado! Não engana nem o curitibano mais tapado, e por isso os curitibanos são todos desconfiados. E todos abandonam seus amigos. Todos. São ridículos. Tapados. Aliás, o mundo todo, com relação a atitudes com as pessoas, anda tomando as decisões mais ridículas. Posso enumerar e nomear alguns amigos "curitibanos"... Heleno, o bailarino (que disse que ia dividir apartamento comigo e com Walace e nos deixou na Junkie House), que fica pedindo visitas no seu misterioso novo apartamento, que ele não diz onde fica. O Ricardo Mr Wild Wind in the World of Coke. Felipe Chaves, o último playboy do Brasil, que me deve uma visita, Ailime, Bruna... E mais algumas pessoas que, em geral, sem exceção, me abandoram e estão abandonadas em algum lugar. Não sei qual. Algum emprego ou algum apartamento ou alguma droga ou alguma mentira ou alguma coisa melhor do que a minha companhia. E eu sinto a falta de todos. Mas preciso sentir outras coisas.

Fico na minha imensa casa vazia, sentindo a falta dos outros, e ninguém simplesmente aparece, todos simplesmente estão fazendo outra coisa. Eu não tenho nada para fazer, é uma pena para mim. Vou ver se presto um concurso, ou dirijo uma peça, ou escrevo um poema apaixonado (porque sempre estou apaixonado, pelamesmapessoa). Acho que é uma época difícil mesmo, com um excesso de meios de comunicação e um retro(ex)cesso da própria comunicação, que vem se estendendo, ou se prolongando, ou se projetando, há pelo menos dez anos. Dez anos de puro simulacro. E existe uma parcela de orgulho nisso tudo que aconteceu nestes últimos dez anos, e este orgulho é legítimo! Mas eu gosto de observar a parte constrangedora da história da humanidade, e isso tudo também é muito constrangedor, sobretudo para os que são contemporâneos natos deste processo. Estamos todos abandonados.

E por falar em abandono quero escrever também sobre a imensa casa abandonada localizada ao lado da minha, na Saldanha Marinho. A casa dos crackers. Onde todo tipo de pessoa invade, fuma a sua pedra, mija, caga, trepa, vomita, esconde sabe deus o que... Todos que passam por ali, uma quadra pra cima do Ao Distinto sentem o mal cheiro, ou se assustam com os freqüentadores da casa, que são os freqüentadores do crack. O crack está destruindo o mundo, todos sabemos disso. Mas deixar que uma casa como aquela, seja destruída, seja posta em um estado crítico de saúde pública, com ratos, doenças e marginais, é o próprio abandono. E como eu disse, todos pulam ali, mendigos, prostitutas, crackers, maconheiros noiados, emos, travestis, carroceiros, todos. E ninguém faz absolutamente nada.

Chega, agora acabou, fomos abandonados. Pelos amigos, pelos pais, pelos professores, e pelos nossos pensamentos. Todos nos deixaram.

Rastejemos até a infância!

Límerson

domingo, 7 de junho de 2009

O poeta-xamã

A estabelecida a plena configuração a óbvia figuratividade compreendida entre a não-manifestação e o excesso entre a vanguarda e a retaguarda onde quase sempre aparentemente não acontece nada entre reflexo histórico e o processo histórico reflexo-lógico entre a arbitrariedade acadêmica e a arbitrariedade marginal por assim dizer se é que ainda precisamos de tantos desdobramentos literários quando os exemplos se desdobram em potências infinitas e não digam que não é visível nem que não é invisível.

E agora? Como sair disso? Como seria se houvesse saída? Seria como se ouvíssemos o som dos próprios instintos e confundíssemos com o som dos próprios intestinos? Sabe o que eu faço diante de todas estas perguntas? Sabe o que eu faço quando eu leio tantas perguntas, quando eu faço tantas perguntas? Sabe o que eu faço?

Não tenho tempo. Não temos tempo. Não teremos tempo. Não se exerce posse sobre isso. Eu não quero exacerbar a pobreza disso, mas a totalidade que aparentam os espaços ou os espectros em pedaços. Não tenho tempo. Não temos tempo para isso. Não temos tempo para exercermos posse sobre isso, ainda que exista o aspecto de nossa responsabilidade sobre isso. É uma pena. Essa sensação de sumiço e de compromisso com o sumiço e de sumiço com o compromisso, é uma desgraça, mas é assim, é grande a ilusão desilusiva.

Pesquisar este blog