sexta-feira, 31 de julho de 2009

O encontro está suspenso. Fiquem em casa.



Curitiba - Foi cancelada a apresentação do Formigas Glitter em Araucária, estado do Paraná. E isso por que? Porque temos que cuidar com a pandemia. Não, não vou escrever sobre o fim do mundo, ou a extinção da humanidade, nem me aproveitar disso para incentivar a cultura da paranóia.

Mas, basicamente,está acontecendo o seguinte.



A Organização Mundial de Saúde deu orientações precisas sobreuma das principais formas de evitar o contágio da gripe Nova Gripe: evitar eventos que reúnam muitas pessoas. E o teatro é basicamente isso, um evento que reúne as pessoas. Então,por enquanto, esteja posto que a atividade teatral trata-se de uma atividade de descumprimento. Eu mesmo sempre descumprimentei o teatro, e essa áura mística e simbólica do encontro, que vem sendo pervertida por manipuladores conceituais, e perdidos.

Esfria cada vez mais em Curitiba, e o céu não muda o seu aspecto. O que isso faz com a sensibilidade das pessoas? Um mesmo céu cinza por semanas, no ambiente a mesma umidade, entrando e saindo pelas mucosas. Agora que precisamos ficar em casa, que as aulas foram suspensas, que muitos compromissos foram suspensos, que fica difícil enfrantar rotinas como de rodoviárias ou aeroportos, ou mesmo os tradicionais e tristes e divertidos "porres", podemos parar um pouco. Só nos resta ficar em casa mesmo. Eu me afundo no café.




O encontro do teatro, para assistir a uma mentira, que "todos" "sabem" ser mentira, mas insistem em assistir, porque alguma história sempre está relacionada a um jogo de espelhos com a pessoa, ou a própria organização gestual, visual e sonora que arrasta a psiquê. Como o pessoal que se encontrou em março nas apresentações do Formigas Glitter no Teatro Universitário de Curitiba, passando pela sinopse (que era uma sinopse de "nada", composta com frases da peça), para ver uma mistura deVincent Van Gohgh com Vincent Price, que na verdade era um performer fracassado. Esse encontro está suspenso. Acho bom. Acho realmente bom. Fora o lado paranóico disso tudo, fora o lado hipocondriaco, fora essa loucura...é um tempo para ficar sozinho. Isso devia voltar a ser equacionado quando se fala em bem estar social, quando se fala em reforma na educação, e principalmente quando se fala em produção artística. Um momento para ficar sozinho, tratado também como um encontro, tratado também como uma cena, preenche de "conteúdos" psíquicos riquíssimos nossas tentativas de encontros "na vida real".

É só isso, só mais um período onde a preservação é o principal leitmotive, a linha de força que parece reger tematicamente o nosso cotidiano. Espero que seja um vírus que nos ensine um pouco sobre a auto-preservação que não nos ensinam na escola, nem na faculdade, nem na iniciação científica, nem na pós-graduação. A preservação do que nós somos, é parte de um raciocínio que mistura filosofia e história, e está sendo desenvolvido por mim, em forma de dramaturgia.








Límerson, autor e diretor da peça Glitter Ant (Formigas Glitter - Brilho de Formiga), cancelada nesta semana em virtude da orientação da Organização Mundial da Saúde. Estas fotos foram tiradas da apresentação no Teatro Universitário de Curitiba, em março de 2009, por Emmanuel Peixer.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"NONADA"

Tenho que começar a reler Guimarães Rosa. E a ensaiar uma peça composta por um elenco de seis ou sete pessoas, já não tenho certeza, todos atores/estudantes de artes cênicas, já não tenho certeza. Acho particularmente que alguns estudantes de artes cênicas deviam estudar matemática industrial ou oceanografia, mas algumas figuras são realmente interessantes. O interessante mesmo é que, confusões egóicas à parte, são figuras contraditórias ao extremo, complexas ao extremo e trágicas. Quando toda esta história de desgraças acabar, e só restar o material perecível que carregamos e pelo qual nos justificamos, só a marca da nossa dor no mundo é o que vai restar. Esta peça se chama Loading e em nada tem à ver com Guimarães Rosa.

"NONADA"!

Mas amanhã não pretendo acordar. Não insistam.

domingo, 12 de julho de 2009

Afinal, anestesiaram o entorpecimento ou entorpeceu a anestesia?




Curitiba -
Quando eu era um adolescente escrevia poemas, sombras dos ícones que eu lia na época. Seja Vinicius de Moraes, ou o poeta torto Drummond, ou Machado de Assis (esta sombra ainda permanente), ou Mario de Andrade, ou ainda Edgar Allan Poe, Shelley, Byron, Bukowski, ou quem fosse. Incestuava a própria história da literatura na minha produção, desproporcional em vários aspectos. Melhor seria ter virado rockstar. Seria bem melhor...

Fui estudar teatro porque diziam que era bom para acabar com a timidez. Que conceito mais besta... Também diziam que ajudava a superar desafios. Outra bobagem sem tamanho que pouco tem à ver com o teatro como conhecimento, como construção de pensamento. Quer dizer, esta abordagem do teatro, muito comum nos cursos particulares de muitos "não vou dizer o que" espalhados por aí, faz com que, de certa forma, eu possa afirmar que o teatro destruíu a minha vida. Calma, não é bem assim, eu explico.

Em primeiro lugar, o teatro não acaba com timidez nenhuma, e nem é aconselhável ingressar em qualquer tipo de coisa que acabe com a timidez. Isso é um absurdo. Acabar com a minha timidez pra que? Se é nela que se condensa parte da minha história, boa parte da construção dos meus pensamentos também se dão em momentos de timidez. E a timidez, o medo de se comunicar, o medo de se expressar, são necessários parâmetros da expressividade idiossincrática. Como o teatro lida com a comunicação em larga escala, tudo tem que ser alto e grande (porque nos grandes auditórios as velhas míopes e surdas sentam-se no fundo), como o teatro é o lugar de onde se vê, deve ser bom para acabar com a timidez! É isso! Não! Não é bom para isso, não faça teatro para isso. Quando a timidez está atrapalhando, transformando-se em algo mais pathos, não faça teatro para acabar com isso. Deus do céu, que preguiça de refletir.

Por muito tempo o teatro era a anestesia contra a minha timidez. Anestesia, em alemão, narkose. A foto do cheetah anestesiado mostra como parte da minha personalidade, a timidez, foi anestesiada, anulada, num processo de entorpecimento narcótico e narcísico. Confusão de conceitos mal refletidos, só isso. O teatro sempre vai ser o lugar onde se reflete sobre si mesmo, como a arte sempre relfetiu sobre si mesma, como um duplo. A anestesia nas artes sempre era suprida por acréscimos comunicantes ao que foi suprimido. Se o dadaismo e o surrealismo anestesiaram o sentido lógico da litearatura, da pintura e do cinema, contrabalançou a supressão do logos com com a dilatação do mythos. E Duchamp, anestesiando a aura? Anestesiando qualquer relação de entorpecimento iconográfico numa relação de entorpecimento iconoclástico? O que contrabalançou? Nada, o pós-dadaismo, pós-modernismo, até o contemporâneo (os nossos) anestesiam o entorpecimento e se entorpecem pela anestesia.

Tenho ansiedades, inseguranças, e delírios. Pra que isso? Seria melhor parar, seria melhor se eu tivesse virado rockstar. Mas estes também foram atravessados pelos seus próprios fantasmas. Enquanto nos atravessam, como um vento, nos retraem. Lou Reed, Alice Cooper, John Lennon. Minha última peça fala sobre a iconografia (Formigas Glitter, 2009). Estou ensaiando uma nova peça (Loading) que fala sobre a iconoclastia. De que? De que se trata o Núcleo Espetacular n.a.r.k.o.s.e.? A sigla é em aberto, e carrega nesta gama, a anestesia e o entorpecimento. Isso que atravessou as vicissitudes das histórias incestuadas envolvendo a produção teatral, dramatúrgica e cênica. O pessoal do teatro se entorpece bastante, inclusive depois das apresentações. Costumam beber até cair, cheirar até cair o nariz, e trepar. No n.a.r.k.o.s.e., depois das peças, eu vou pra minha casa e choooro. De repente recebo uma ligação, uma das atrizes, choraaaando... numa criiiise... TUDO tem à ver com a anestesia do entorpecimento, e com o entorpecimento da anestesia, variantes da crítica artística, das noções de estética, e da autoria de poéticas. É um vocabulário que estou tentando organizar, com base na filosofia, na poesia e na história. E que é demorado, pois exige reflexão.

Dos artistas que criaram o seu próprio vocabulário, com base em traços dos mais particulares e idiossincráticos, sempre nos lembraremos dos mesmos. São os que estão nos livros, pelo menos, quem os lê? Poucos. Pouquíssimos e pouquíssimos fazem um bom uso da memória, porque o artista com vocabulário próprio trata dos seus próprios extremos, dos limites dos seus próprios extremos, e dos não limites dos seus não próprios extremos. O que envolve risco, de vida, de morte e de fracasso. Já tenho falado sobre o fracasso e a falha por aqui. Quero encerrar com esta história sobre a timidez que me atravessava. O teatro só foi um dos meios que me influenciaram a refletir sobre mim mesmo. De todos, o teatro foi o que mostrou menos resultados práticos. Pouco devo ao teatro. E isso de o teatro ajudar com a timidez e com superação de desafios tem um nome: picaretagem encima da insegurança e da insuficiência alheia. O teatro não faz nada mais do que as outras artes fazem, organiza os pensamentos.

E cada um que organize os seus, começando já. Ou daqui a alguns instantes. Ou depois de ver os recados no orkut. Ou depois da série que passa às 19h. É melhor tomar banho antes porque mais tarde vai esfriar. Fome, sempre sinto fome. Não há alimento.


Límerson (poeta, autor, diretor de teatro e jornalista)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Alguns problemas uterinos ainda não foram resolvidos

Curitiba, sim, o mesmo lugar - Parece que faz menos de dois anos que não encontro os meus amigos de Bauru mais importantes. Mas deve fazer mais tempo, não sei. Estamos distantes da relação quase terapêutica que era sermos uns companheiros dos outros (dois ou três), quando viviamos sob os trópicos calorentos de Bauru. Aqui no cinza, tudo se organiza como uma miniatura. Todos fechados, como é melhor para a psiquê. Danificar ônibus, terminais, e estações tubo, ou não pagar a passagem, encarece a tarifa.

Fico muito sozinho, apesar de morar com muitas pessoas. E este estado sempre teve afinidade com o meu jeito de ser. Mas passei por períodos de muita solidão, muito isolamento. Chega a ser incômodo porque, quando você se relaciona de uma forma satisfatoriamente produtiva com uma pessoa que seja, toda a interpessoalidade flui com mais natureza. E por muito tempo, os entretenimentos eram muito ao léo, ao vento frio curitibano, tropegar pela XV, coisas do gênero festivo. Mas com pouco envolvimento. Com a psiquê entocada. Não gosto disso. Eu prefiro Beckett com seu "Try again. Fail again. Fail Better". Samuel Beckett, que foi demais para o Núcleo Espetacular n.a.r.k.o.s.e. (sob a minha direção). Sucumbimos com Beckett, e muitos estão até hoje esperando Godot. Trancados em apartamentos, presos a compromissos da vida real que, à longo prazo, simbolizam a construção de um alicerce, de uma morada, de um útero.

A segurança uterina que tracamos nos trejeitos das nossas experiências! Quanta segurança... quanta paz... será? Será que as reuniões entre os países mais importantes do mundo vai ser capaz de organizar a nossa vida? Hoje, que cada vez mais nos comunicamos pior, e nos ressentimos pois o avanço da comunicação trata-se de uma simulação. Tantas são as opções que temos para nos comunicarmos, mas sobre o que estamos falando? Creio que já não sabemos se damos passos para frente, passos para trás ou passos no mesmo lugar. O teatro de Samuel Beckett flerta com essa incerteza arriscada, com o errar melhor. Como o Oficina flerta com os riscos que envolvem a mitologia antropofágica brasileira. Como a Ópera Seca parece flertar, e incestuar os riscos da dilaceração da narrativa modernística. A imagética.

Estes e outros flertes que transformaram as artes, falavam de transformações históricas, de trajetórias humanísticas, de antropologia, tudo envolto (ou envolvendo) numa psiquê em dilaceração. Hoje que isso acontece em escalas de proporção infinitamente maiores, com o que flertamos? Parece ser com qualquer coisa que proporcione prazer relacionado a segurança. Bobagem. Não encontraremos segurança nenhuma. Precisamos de lucidez, de luz. Luz encima desta lenta trajetória que acontece em retorno ao útero. A luz que ela emite é o que me atravessa, através da travessia, e me assegura, pelo menos quanto a lucidez. Lucidez quanto à política na qual estamos envolvidos, o que é muito trabalhoso em países como o Brasil. E lucidez quanto aos nossos relacionamentos, as relações que fazemos.

Os símbolos estão nos movimentando, estamos seguindo as mesmas narrativas gregas, referentes ao culto da beleza, e as mesmas narrativas romanas, referentes à política, entretenimento, esportes, arte, tudo! Mas um jogo de espelho faz com que este nosso trajeto narrativo também seja um retorno ao útero, às gestações mal resolvidas, ao próprio parto, passando por infâncias mal crescidas, até o que somos hoje. Uns descompensados. Aqueles que se encantarem demais pela aparência do ritual, talvez se percam, como os que estão perdidos. É difícil. É preciso atenção, porque durante o retorno acabamos nos deslumbrando com o que já nos deslumbrou. Uma imagem, em segundos... um susto.

Tenho pensado em tudo isso, depois de ser acometido por certa sensação positiva. Ainda é positivo conversar com as pessoas, como sempre foi positivo pensar (e nunca existiu pensamento negativo).

Límerson

9 de Julho
2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

As veias esticadas num imenso fio especulativo, ou apenas América

Curitiba - A Folha de São Paulo publicou uma entrevista com o cientista político norte-americano Aaron Schneider, onde ele avalia o golpe de estado que depôs Manuel Zelaya como "um desentendimento dentro da elite hondurenha". El des posto, depois de um longo "plano" com a OEA, anuncia o seu retorno ao país. El in terino Roberto Micheletti alertou que Zelaya será preso se retornar ao país. Daqui de longe, de não muito longe, nos trópicos não muito trópicais (mas muito "tropicalistas), isto é, Curitiba, só chove. Ahh, a chuva... ahhh, o frio... ahh... ahh, o não pertencimento. Bem, daqui de longe, numa mesma América, uma mesma veia se estende, mas está longe de ser aberta.

Então, Schneider usa estas palavras para continuar "Por isso, não é tão impressionante que a maior parte do país esteja calma, sem grandes mobilizações pró ou contra Zelaya". Não, as veias abertas não estão mais abertas, mas esticadas sob múltiplos tecidos, constituídos por múltiplos tipos de fios confusos, OEAs, UEs, Brasis, Congressos e uma caralhada de instituições, uma investigando a outra. Ou seria meta-investigando, em linguagens oficiais, em encontros e assinaturas? Assim é a política, relações que são estabelecidas. Hoje paguei o aluguel, e achei impressionante ver um monte de papel virar um papelzinho, quase um bilhete, "pago". E assim, por meio destas mega-organizações de convenções, este meta-sequenciamento de protocolos, o mundo vem tentado organizar a sua vida.

Nenhum país reconheceu a deposição de Zelaya, e em Honduras, o segundo país mais pobre da América Central, a situação de desinformação da população é crescente. Jornalistas vem sendo agredidos, segundo denúncias, emissoras de TV e rádio de fato enfrentam diversas limitações quanto a veiculação de informações sobre Zelaya. Mas... ele diz que vai voltar. No entanto, para a população geral, na observação de Schneider, o envolvimento desse golpe de estado com as suas vidas é raso. A população "apenas assiste atônita aos erros de seus governos", já que o golpe não representa "um grupo de ideias, de ideologias nem das bases da sociedade civil". Bem, Schneider é um americano, dos Estados Unidos, especialista em América Central. Aqui no sul, da América, as coisas aparentam ser diferentes, mas trata-se de outro tipo de teatro, calcado nas mesmas convenções de representação, atuação e relação, também com outro tipo de público. Enquanto o governo de Honduras enfrenta uma grave briga interna entre as suas elites, que resultou nesta deposição, que pouco se relaciona com a sociedade diretamente, mas que por isso mesmo denuncia uma crise na estrutura democrática... enquanto isso, nós enfrentamos uma seqüência de revelações da preguiça, da falta de caráter, e da robalheira no nosso sistema democrático. Como já passamos por um golpe de estado (e o nosso presidente não voltaria), e por anos de governo militar,acreditamos possuir uma vacina "contra" isso, o que nos impede de enxergar estamos atados à teia dos fios organizativos. Honduras estava envolvida em projetos com o mundo todo, o Brasil pouco significará enquanto não retomar a sua própria observação (uma Floresta Amazônica com tanta biodiversidade, que nem um porcento dos que se orgulham do Brasil conhecem), e deixar de fingir certo amor pelo Brasil. Amor pelo Brasil? Mal se conhece o Brasil, eu entendo pouquíssimo o que acontece. E se existe algum amor pelo Brasil, existe em Glauber Rocha, existe em Nelson Rodrigues, existe em Mário de Andrade e... sei lá... existe em Guimarães Rosa, existe em Tom Zé, existe em Gerald Thomas e... Machado de Assis!

E muitos outros, eu me perdi completamente! Assim como eu vivo uma necessidade de antropofagia do resultado da antropofagia oswaldiana, e um palimpsesto do palimpsesto de Gerald Thomas, ou o palimpsesto da antropofagia de Glauber Rocha... estou num país que não se atenta para observar isso. Não observa uma diferença na crise política hondurenha entre a brasileira, por contextualização histórica, e observação vivencial. E também não observa uma semelhança, entre os significantes que gestam a ausência de comunicação entre as instituições que visariam servir à sociedade e a sociedade, mal servida por informações on-line.
Nossa política então tornou-se uma seqüência auto-fágica de revelações. Uma imensa meta-linguagem, escancarada nos meios de comunicação. Sim... estamos melhores que os Hondurenhos... mas e nós?

Nós somos da América que passou por tudo e não viveu nada
, na medida em que triplicam gerações seguidas e, na mesma proporção, cresce a falta de memória e o desinteresse pelo conhecimento. Resumindo, é só foder e gastar. Tudo calcado em representações não muito inteligentemente arquitetadas, mas disfarçadas de muitos "projetos sociais", muitas "inclusões digitais", muito "maracatu", muito debates na TV sobre folclore. Sinceramente, não sei até onde esta organização do nosso conhecimento vai nos levar. Tento apenas observar além da minha "imensa" brasilidade, além da "maravilha" da diversidade étnica da América e além das Veias Abertas da América Latina. Porque elas não estão mais abertas, mas fica em aberto que elas mal se conhecem (ia escrever "sonhecem"), e demorarão para entender que é relacionando os seus contextos (e os seus conceitos) que podem chegar à alguma conclusão criativa, ou alguma conclusão não criativa, ou, a alguma conclusão genial, como as glauberianas, ou as andradeanas, ou as machadianas. Ou... à nenhuma conclusão .

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