sábado, 8 de agosto de 2009

Medo 2




Nada mais novo que isso. O mais novo retrato de si mesmo à cada dia. Reproduzir do começo com a memória dói. Dói de pouco. Alguém que, como Fausto, atravessa os limites dos anseios pelo conhecimento. Ou alguém que, como Riobaldo, relata um período como esse, de auto-conhecimento, com base nessa nossa vivência besta e absurda. Nada mais de novo.

Calma e controle e calma é difícil. Fica difícil e exije. Mexe. Não sabemos a razão, mas nos distraímos com frequência. Não, sabemos sim a razão. Sabemos do conhecimento do corpo. Das temperaturas do cérebro. Onde cada toque estoca armazenado? Onde guarda? É difícil e pode expiar logo. Carregamos nosso peso, e somos. Difícil é pouco, diante do medo.

E o medo é o de pensar tanto, e voltando até a infância sentir pouco, sentir lembranças, sentir nada. Saltar no ambiente das ambiências abandonadas. Claro, isso é muito ambivalente. Também melhora tanto piora. Estou com o discurso afetado. Estou. Porque atrás da imagem do medo está também a imagem do medo. E atrás da imagem também está. Sem amor.

À cada páragrafo, Riobaldo se atravessa, e eu estou muito afetado por isso, por cada parágrafo da voz tão particular de João Guimarães Rosa. E a minha vida está não está plena. Pequena. In in in significante.

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