segunda-feira, 12 de outubro de 2009

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Uma coisa fragilizada feita de papel crepon que engatinha. engasga embasbacada engasga. cuspir é impossível cuspir é algo impossível cuspir algo impossível é cuspir algo incuspível. inesculpível não não é uma coisa tão desfeita assim uma coisa que é viva então, como dizem, se é vivo é algo mais complicado. saber que se é vivo é algo mais desconcertante. é o que há de mais incômodo em toda uma longa ou curta reflexão sobre a vida que se faz a vida que se fez ou a vida que se leva. sem dúvida algo de muito desconfortável e aborrecedor, o que traça as bases do insuportável. o medo a paranóia possessiva, é insegura e fragilizada essa coisa de que sou feito, sobre a qual me imagino.

Não chega a ser algo sobre o qual eu esteja falando, como uma temática no sentido de um assunto. já que é um pressuposto da minha presença, a pressuposição da minha presença que é um preço-posto. que se carrega com composição. não se chega a amor nenhum mas ainda se sofre, e o animal artista ou não é perecível. inexistente ou desaparecido.

http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2009/10/11/10278/

Isso nunca vai desaparecer essa sensação insone. eu não sumo ela não some e não me consome, só eu me consumo. sumo só mas sempre soa a simulação. não me consagra nem se esvai, permanece conforme a minha atenção. cada passo quanto engano. cada engano então. não deixa de chegar a ser uma seqüência de passos. deve ser ou haver alguma sacada.
Conforme a minha atenção engatinho até a infância não a idéia. em aberto não em processo. em aberto. não. em processo. um irresistível carregamento de arquivos. imensurável como o que é um carregamento de pesos. medidas.

Camadas Dramatúrgicas

Que bobagem que horror, camadas my ass! Os dramaturgos... hahaha os dramaturgos... Quem vê as camadas (da linguagem do psiquismo) ou os núcleos (da linguagem telenovlesca) ou os setores (da linguagem didática) ou o que for de divisão com relação a fruição da linguagem é quem, propriamente frui a linguagem. Sim sim, a organização que o artista faz já é o duplo da organização da fruição da linguagem executada pelo público. seja nos planos conscientes seja nos planos inconscientes da comunicação (divisão didática que espero contribuir para... o que?).

São realizações de encontros que vão acontcendo, conforme seja o que penso sobre o teatro, estendendo-se (não em cronologia mas em associação simbólica) à literatura e às artes visuais. Os anos que foram legitimamente desconstrutivistas que colocaram todos estes suportes em estado de perigo, em estado de desmistificação, isso desde a iconoclastia duchampiana. Um desdobramento: existe o perigo de que sejamos incertamente construídos ou desconstruídos - e este perigo somos nós.
A profundidade ou a metafísica desta última afirmação está muito longe das produções artísticas de notoriedades e muito próxima do que está muito longe. Há muitos anos que a própria notoriedade, de tão facilitada e acessível mundialmente, tornou-se não notória, tornou-se mais uma coisa nenhuma. E é isto o que somos, mais uma coisa nenhuma, que será facilmente esquecida como todas as outras. Mas existe o perigo de que sejamos certos, de que precisássemos de uma construção, e este perigo acontece em muitos processos de identifiação artística. Aliás, o perigo sempre aconteceu. Hoje a arte não tem perigo nenhum.
O artista hoje deve estar engatinhando até uma comunicação que satisfaça sua inconsistência; e com isso me refiro mais ao seu desdobramento em função do que a sua função: social, cultural, pedagógica, comercial, o, que, for. Eu engatinho até a minha infância. Imprudência e inocência ou uma virgem colhendo flores ou vendendo flores na festa dos mortos. Que coisa genial é a vírgula: ou respira ou engasga a frase, que coisa mais genial!

E as camadas dramatúrgicas? Bem as coisas andam, tudo muito difícil, mas andam não andam? Um movimento repetitivo insuportável. A corda no pescoço mas no pescoço de quem e quando é que fica difícil determinar. Acabo de imitar alguém agora mesmo por exemplo eu tenho certeza disso. Uma corda no pescoço e tudo sempre esteve relacionado a um pescoço uma cabeça, sobre a mesa deixada como uma algo posto. Esta cena, com estas linhas de força, engatinha, eu engatinho por elas engatinha por referenciais iconográficos iconoclásticos mitológicos e representativos. Mas o referencial que não referencia cria outro processo de fruição, através do qual meu pensamento tenta se organizar: o peso que o artista (uma pessoa de uma época) carrega pelo mundo (load/carry). Concatenação de duplos que são só, o que? O que?

Não, tudo é muito mais difícil, e viver é muito mais perigoso do que dizia Riobaldo.

2 comentários:

cia.ltda. disse...

tenho tambem uma inquietação com as letras de thomas, mas estou usando esse modo, porque nem sei como entrar em contato contigo. Legal que tenha curtido despacho 9CIA.LTDA.) ENTRE EM contato orgeus@gmail.com

Lorena Bobbit disse...

oi Limerson, meu nome é Patrícia, achei seu blog pelo perfil do orkut, que achei pela comunidade da FAP, que procurei pelo desejo de estudar lá.
Sou de São Paulo, estou perdida, vou morar com meu filho no Paraná no começo de 2010. Não sei se tem tempo pra isso, mas adoraria saber da faculdade, do corpo docente, ou não, sei lá. Informações gerais, úteis e inúteis, porque não? Deixarei meu email. Espero persuadi-lo, sério.
email: poetica92@hotmail.com
Abraço.

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