sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

missiva

falta na minha pele o eriçado

pontilhado impresso da carícia

sobe ao pensamento saboreado

penetra do caminho vertebrado

o cheiro que vaga nos meus presságios

no outro palato gosto do gosto

a saliva que escoa de mim

é a dança lenta de um poeta

lapida a matéria esquecida

falta em minha pele uma ferida

o dente da despedida mastiga

subida ao pensamento sem subida

instiga da coluna serpenteando

uma língua no mamilo pulsante

o movimento reverso na forma

da mão que desce ao plexo e volta

tem sangue no meu querer tem raiva

e tem simulacro nessa missiva

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