quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Psicopompos

"Morrer pra mim hoje
É saúde ao doente
Como alforria para o escravo
Morrer pra mim hoje
É o cheiro de mirra
Como um abrigo à ventania
Morrer pra mim hoje
É beijar o lótus
Como que à beira de um orgasmo
Morrer pra mim hoje
É a chuva que chega
Como a volta da guerra ao lar
Morrer pra mim hoje
É o céu se abrindo
Como transfiguração pelo além
Ah, morrer pra mim hoje
É como voltar para casa
Depois de anos sem coragem"


(REED, 1997 - tradução: André Benevides)

*extraído da tese de mestrado Guerreiros do Alfabeto Estelar, de Samira de Souza Brandão Borovik, 2005, UNICAMP;

**ela é de Bauru, como eu e a minha última amiga que fiz antes de me mudar, para onde estou voltando em breve;

*** com um pouco mais de vontade de me expor que possa me arrebatar momentaneamente, escrevo mais sobre as tangentes deste poema, nesta postagem, neste blog salubre que é o meu.

Beijos ao nada e a ninguém que em nenhum momento aqui se encontra,
(desencontro)
Límerson
2010

Nenhum comentário:

Pesquisar este blog