terça-feira, 27 de abril de 2010

Beco sem saída

não se pode fazer nada
em um beco sem saída
fora sair pela entrada

minha fala foi puída
nem parece emparedada
numa frase sem saída:

não se pode fazer nada

recitei dois versos ontém
mas fiquei tão ressentido
que calei em olhar a estante

meu avô não tinha morrido
nem memórias me alentavam
não se aliteravam instantes

e se agora estou voltando
por um beco sem linguagem
deixo a frase como antes

escrita com mãos atadas
qual desenho na parede:
não se pode fazer nada.

http://limerson.blogspot.com/2010/04/um-novo-beco-sem-saida.html

Nenhum comentário:

Pesquisar este blog