domingo, 4 de abril de 2010

Isso simplesmente é assim

Curitiba - A ficção sendo construção de outra coisa me deixa bastante confuso num tanto repleto de funções trajetórias. Escreva uma cena que não tenha fim, ela me disse. Porque as coisas continuam sendo as mesmas no seu ser outra. Através de todos os tempos. Não é aterrador, contador de histórias? Não é ilusoriamente promissor, descontador de histórias?

Um tipo de coisa que certamente parece, que simplesmente é assim, sendo dotada de rotina em seus constantes erros inclusive arquitetados. Não é a vida que está acontecendo, é a mesma coisa. A mesma coisa que um erro, inclusive, acertou quem disse rito. Quase acertou quem estava mentindo. É o mesmo que parecer uma outra coisa, um ensimesmismo arquitetado em espelhos.

A cadeira de praia ventava ares obscuros de ficção. Era mitológico quem estivesse lá e nadasse até o fundo e ficasse no raso do chão do fundo e notasse: a areia dá pé. Nada estava sendo declarado. Então fico confuso com a premissa de alteridade do processo criativo, e cada vez mais acho mais difícil mudar de cena para cena, conforme as satisfações imediatas se consomem. Acabo sempre convencido de ser sempre a mesma mesmíssima coisa, se esforçando por parecer.

E eu realmente espero que isso seja apenas impressão.

Um comentário:

Felipe Chaves disse...

simplesmente é assim?

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