domingo, 16 de maio de 2010

O desenrolar da caixa

Parte 1

Acordar com as galinhas após repousar com os cães. No quarto lugar qualquer, nem uma cama basta. As penas de todas as aves bastam. Levante do corpo. Mente doravante. Então, a árvore começa o seu dia. Pássaro pra lá pássaro pra cá. Vem e vai o vento. Está começando e é assim até o fim. Com isso, a casa começa o seu dia. Gente pra cá gente pra lá. Acende e apaga lâmpadas. Azul e amarelo. Começando. E assim vai até o fim. E por fim, a pessoa começa o seu dia. Conceito pra cá conceito pra lá. Vai e vem o sangue. Está começando e é assim que vai até o fim. De cada pensamento há a vez. Eu só fico pensando, fico só esperando quando a mariposa negra finalmente vai se retirar e dormir.


Parte 2

Respeito minimamente o esboço da seqüência de detalhes. Não como retalhos, mas como costuras. Escolho os meus cortes, sim, isso eu faço. Caminho debaixo do sol dentro deles, como o seu protetor guardado em sitio interno. Um exemplo de costura dos retalhos heróicos. O estóico me dá bom dia e eu ganho o ônibus. O estóico falava sobre o taxista morto metralhado ontém. Bom dia bom dia todo mundo gosta de um bom dia que é muito melhor que o sujeito que não o diz permanecendo com fechamento facial. O ônibus então é a experiência erótica das mais marginalizadas nas ciências sexuais.

Um comentário:

Leonarda Glück disse...

Lindo Límerson Nosso!



;P

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