terça-feira, 18 de maio de 2010

O desenrolar da caixa

Parte 5

Um desenrolar enfim. Coisa que o valha onde nenhuma coisa orvalha. Outros noventa graus movidos no vento, nela fazem da caixa um objeto mais próxmo de mim. Ela se aproxima mais com cada vez mmenos resistência apresentada. O desenrolar da caixa quadrada. Tropeça em uma e outra pedra ainda não mencionadas, e rodopia no ar, parando aos meus pés, como um cachorrinho quadrado. Não late não relate a caixa recusa. E havia uma pedra ali, uma ou outra, onde algum desavisado talvez pudesse rodopiar assim. Ou uma desavisada.

Final

Deito meu corpo dentro da caixa. Pareceu-me uma ótima oportunidade para um bom cochilo. E uma coisa dessas eu não deixo passar. Relaxo, mesmo com os braços e as pernas pendurados para fora. Um acúmulo de feno e galhos finos que confortavam as minhas costas. Com o queixo no peito, observo entre as minhas pernas o que eu havia encontrado. Um ninho sem dono. Onde eu era o meu próprio ovo sem patrimônio. Pego no sono.

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