sexta-feira, 16 de julho de 2010

Hematóide

lamber a ponta dos seus dedos
e chupar as costas dos cotovelos
eu quero
lembrar
de quando mastigava os seus cabelos

naquele tempo havia mais serotonina do que hemoglobina

hoje espelhos me atravessam
e traveste-se de vinho tinto
do teu corpo arrepio
o abraço primordial

beijar as manchas do carpete
e suar no lençol já encardido
eu quero
ainda
teus odores da pelvis à boca
como um hematóide hoje em dia.

Curitiba, 2010

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