sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tudo o que vês chegou ao fim

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Retiro uma chave defenda do bolso e cautelosamente abro o mini-game. Demonstro experiência neste ato. Pratico desde a infância a desmontagem. Procuro desmontar cada elemento do mini-game. Deixando lado à lado os componentes. Aprecio calmamente as placas de circuitos. A estrutura do visor possui uma moldura atrás do visor. Não vemos enquanto jogamos,mas a moldura está lá. velada e ao mesmo tempo funcionalmente inventiva. Estando tudo minimamente exposto e minuciosamente decomposto, ponho-me a observá-lo já com certo incômodo. Pôr-se a observar torna-se incômodo conforme observo tudo lado à lado.
- O que você está fazendo?
- O que sempre fiz. Desmontando o jogo e montando novamente você passa a ter um novo jogo à cada remontagem. Todos os dias. Um mini-game novo.
-Esse mini-game mini conecta-se com múltiplos outros mini-games. Sendo sempre outros.
-Não. Eles sempre são os mesmos. Eu nunca consegui montá-los novamente após a desmontagem. Eles são sempre os mesmos mini-games novos. Simplesmente isso.
-Você está tentando impor à si mesmo algum tipo de desafio?
-OH, tudo é sempre uma discreta e dolorosa lição de vida para mim!
-Oh, - segurando as minhas bochechas - meu pequeno e eterno aprendiz...

2 comentários:

Felipe Chaves disse...

Embora maravilhado, estou confuso.

Límerson disse...

E o que confunde Felipe Chaves?

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