segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tudo o que vês chegou ao fim

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- Eu também devo admitir, estava enganadoo tempo todo. Tudo o que eu disse, tomem pelo oposto. E tudo o que eu disser, tomem como posto.Vocês podem fazer isso por mim?
- Dê um exemplo para que eles entendam melhor a sua proposta.
- Certo.
Dirige-se até um dos quatro.
- Caia.
Ele não se move.
- Muito bem - vai até outro - Caia! É uma ordem!
Ele não se move.
- Ótimo. Você, caia já! E você também! Caia! Ótimo! Todos entenderam!
Comemora, já que ninguém caiu. Lentamente, dirijo uma frase ao seu ouvido, com sigilo na proximidade. Ele volta ao primeiro dos quatro. Empurra-o com intenção de derrubá-lo. Ele cai, e o mesmo ocorre com todos os outros. Eu taxo:
- Seus exemplos são péssimos! Infeliz!
- Oh! Infantil! Está sendo infantil! Volte já para o canto de Tadeuz Kantor! E só saia de lá com um bolo de aniversário!

Dá-me um tapão que me derruba. E segue me perseguindo com agressões até a minha saída. Neste ínterim.
- Você sabe demais sobre mim.
- Tens uma clara noção do tempo decorrido, nobre parvo?
- No momento estou sem parâmetros claros. Quando evacuo sei que é a hora exata para um banho.
- Engraçado, eu tenho um relógio que funciona apenas às seis e meia da noite. Com apenas um ponteiro visível no número seis, e apenas um ponteiro invisível por trás do ponteiro visível.
- Ao menos você possui uma garantia, um relógio em perfeito estado durante apenas um minuto de todos os dias da sua vida.
- Tenho garantido que meu cú permaneça limpo.
Eu devia ter me retirado antes que isso acontecêsse. Foi uma tremenda falta de timming!

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