domingo, 27 de março de 2011

Perempção cogitativa

Talvez eu morra

Mas já basta

Ao final não conta

Afinal, já basta

É claro que conta

Ao final não finda

O final ainda

É claro que vivo

Afinal de contas

Mas agora é dia

E alguém duvida

Eu quero morrer

E sei que consigo

Daí essa hipótese

Mas se não morro

Afinal é óbvio

Também não conta

Ao final já basta

A vida é que mata

Talvez fique claro

Afinal é dia

A pessoa à noite

Quando finda o dia

Ela mesma acaba

O corpo ainda

E se a forma morre

Ou arrasta a casca

Talvez já baste

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