terça-feira, 21 de junho de 2011

A ponta aquecida de um aço


vejo e bocejo o dia todo inteirado
lampeja uma risada no meio da manada
gracejo no meio da praça
e jazo no fim da pessoa
interajo com o que vaza
e escoa até fincar faltas
tais como a evidência vaga
que põe o dia sem glória
e fica em face ao solfejo
meio fada almofadada
o eco decanta o ego
de casaco de pele
sobre a roupa de elefante

seja e deseja o dia todo uma selva
nela lapido uma palavra 
nunca pronunciada
de toda lapela a metade
de toda verdade a palavra
gaze no meio da pessoa
jaze o dia deitada
reajo com garras à fala
recorro ao que levo no bolso
embaraço nos pelos ásperos
e a ponta aquecida de um aço

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