sexta-feira, 1 de julho de 2011

Diurese


Vê como desmancha se digo,

que a sombra da lâmpada dá

uma dor ruim na bexiga.

Na palma da mão direita

cresce uma mecha ruiva,

a luva que escolhe cacho.

Vê como desleixam e gingam,

que a quinta-feira me fugiu

quando tuas moedas caíram.

No pátio da aplicação de flúor,

na reunião de pais e mestres,

os canais preservam silêncio.

Vê como desmancha tudo

que plantas atrás do espelho,

hoje quando amanheceram

nutriram luzes no reflexo.

E quebrar a xícara diária

foi o remédio da diurese.


Curitiba, 2011

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