terça-feira, 12 de julho de 2011

Foi Sui Generis


I.

Foi sui generis. Não tinha tino pra literatura. Não foi inspirador. E não era o fim da picada. Primeiro é preciso dizer que diante daquela árvore minhas rugas floresceram. Com seus sóis mais brilhosos que os dos céus que saem das noites da Terra e dos dias que nascem nas janelas do junco. E os próprios céus se encolheram entre as pedras e os cascalhos, numa espécie de aparição frontal que procedia como tela. Notei que ali também se fumava, ao ver alguém se aproximando, mais pra inseto que pra gente, que com uma mão na orelha gozava furtivos arroubos advindos de alguma comunicação, onde o pulso era clara inversão do intento voador da presença de um inseto. Notei que era pessoa quando fumou, e fumou até desaparecer, deixando sim as suas pegadas enquanto a informação com asas batia em retirada até algum destino. Contornos de patas no relevo pedroso do estacionamento.

II.

Foi sui generis. Ao tentar ler fechei o livro. E esperei. Esperei com as mãos na cintura. Ouvindo o silêncio através do qual eu percebia o que acontecia a portas fechadas. E esperei. Não se pode ler com música o tempo todo. Isso porque não se afirma um espectro através de um concordo com aceno de cabeça. Ou com dois dedos na têmpora. Ou com o cu comprimido. Ou com a culpa indo sempre de um lugar para outro. Não. Quando é assim é melhor fechar, desistir respeitosamente, refazer o caminho, novamente. Ninguém me convenceu de que é possível o como se fosse a primeira vez da inocência, embora todos pareçam estar bastante convencidos disso quando juntam seus pedregulhos. A partir dali procurei não ficar pensando, nem ficar em silêncio, nem deixar encostarem as minhas sobrancelhas. Não consegui, então esperei. E no que o tempo passou não há o que considerar. Não havia mesmo o que considerar. Entramos assumidamente em desacordo, e foi aí que imergimos na nossa experiência. É aí, e quem não gostaria de finalizar aí, eu mesmo morreria aí.

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