sexta-feira, 15 de julho de 2011

Foi Sui Generis


VII.

Foi sui generis. Tenho para mim que o ponto final era uma sujeira na folha. Na esquina onde os carros se chocam, veiculava-se veia e vinho. Havia também venda a preços módicos de esfirras abertas. Foi naquele trecho que destravei as rodas do pedestal ordinário sobre o qual me locomovo. O que fazia com que do alto de tal escada sem topo nem estabilidade, qualquer musa que tivesse de dançar descambasse sem volta, com graves estragos nas vagas do rosto. Devassei as pregas, onde as dobras amassaram o paletó sob a pressão das alças. E, quando tirei a mochila, anulei a função ativa de um dos meus dedos. O dedo torto, inchado, cheio de hematomas. Usa-lo doía, e eu fiz aquilo por cautela. Tenho para mim que o ponto final era uma sujeira na folha do começo ao final da falação vagarosa. Foi sui generis.

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