segunda-feira, 8 de agosto de 2011

quando eu parei


sol e chuva na manhã

parecia um espelho

um desaparecimento


a música não parava

a chuva ainda estava lá

ventava quando eu parei

cresceu até a mata ciliar


no topo da sua cabeça

o couro daquela cabeça

foi lá onde eu dancei

até quebrar os ossos

pela primeira vez


engoli o azedume e

fui cuspindo as sementes

na lixeira dos orgânicos

música, chuva e vento


um desaparecimento

parecia um espelho

sol e chuva na manhã


(Curitiba, 2011)

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