quinta-feira, 17 de novembro de 2011

subindo o morro do bela vista





na casa onde os meus pais moravam, onde os meus avós já moraram, até que um dia eles trocaram. vejo meu pai na garagem. ele liga o motor de alguma coisa que faz barulho lá no fundo.

ele também abria a geladeira, dentro de casa, na cozinha. eu o chamo por cima das lanças do portão. quem me atende é o da garagem. eu mostro pra ele quem está na cozinha e pergunto se é possível.

ele também se assustou, imitando o meu susto, da maneira como eu aprendi a me assustar. o dedo traçou uma diferença temporal. entrou em casa. tenho certeza que escutei ele perguntar quem é.

era ele quem voltava até o portão, e respondia por cima das lanças que sim, que era possível. o motor de alguma coisa fazia barulho lá no fundo, eu me senti em casa, vendo do lado de fora.

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