quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

La voie en Rose


imersão introdutória por retomadas de reviravoltas

degola de cabeça goliarda com epígrafe pêndula
e uma lembrança que papila na pupila


O erotismo é tensão social que o sexo relaxa.
Jorge Majfud

toque premonitório de tambor e totem: ano da elegância transbordante, e brilhantes laços nós, e molho reforçado de tinta mediterrânea. das entranhas aos pulmões, devolve ao espelho que revoluteia. o espelho que oferece o toque e a chance de alteração sensorial absoluta. reverte retoma e reverbera o vento da roda da fortuna em giro de arcana. reza voa como uma coroa. o olho incondicional encantado de contexto dilata em rota. o olho nem sempre de mãos dadas com o toque ao atravessar a rua amagota. 


mora no quarto onde desabei sobre mofados cortes epistemológicos os véus sobremaneira lençóis numa laje lápide. o medo da impressão não elucida onde nem tudo são sinais emitidos: se a vida decorrida de amizade compartilhada é um aqui e agora que degringola em vereda rosa rosada, eu celebro a maquinaria frágil que era aquela cidade, num brinde seleto, solene, cerimonial cine memorial à irmã que discorda em pele ofídica drapeada de ferida incógnita. devolve altercações, terçol e cãibra com uma crueldade ainda maior.

um ventre de barro se choca e estilhaça nessa cabeça e ameaça um buda dourado. assusto e resisto sem saber lidar com talvez não ter havido mudança alguma em não querer ou não ter sacado o querer tua exequibilidade em desempenho de voo: a felicidade de você me transformar realizando movimentos inóspitos e intrépidos trepida insólita e introvertida na distorção que retoma a origem de nocivas concepções de naturalidade confundidas com aportes ao opressor.

ânima dos campos pineais desatina em cumes que animam apenas em quando mora. investida de pneuma atravessa a treva em pontos trívios investidos de demoras nos demônios da memória, minha amiga de asas assimétricas, irmã de ângulos singulares, por quem acendo o incenso da minha própria vida comburida.

os cinco dedos ao redor do meu pescoço. as distancias tem estímulos nervosos na ponta. a origem não pode ser apontada apenas dentro de uma biblioteca de jornais jograis. no balcão de lamentações nos servimos do colírio e da cevada. garranchos zaum traçam xis e zês sobre os fantasmas que saem da minha boca.

o dedo em riste no espaço entre a carne e a unha não estima istmos dêiticos com tanto riso. essa passagem humorada de sucos humos e fibras aprazentes, atravessa estimulada nas alas da anarquia mística que transforma reza em ritmo, e desmembrar sombras em pedras ornamentais de coronada pontiaguda. 

a descontinuidade continental eloquente na cabeça goliarda apavora like a rolling stone. desenrola uma cena fictícia à lua cheia de ensaios excessivos na segunda-feira. dispende de mim espíritos de tempo chamados caminhada lenta. do beijo de mentira ao abraço irmanado que acalora mi lunes like a rolling sun. então a cabeça que rola acalora.

abro as pernas. dores sem endereço circulam calor pelo não concreto. a maquinaria cênica da intimidade nos buracos do corpo humano eclode em pavores genitais, tremores de estirar os nervos a começar pelos eixos axiomáticos das irrisões. a lava que toma a cidade na sexualidade inner expressiva de um erotismo chulo e nulo é uma questão de iluminação pública. 




sábado, 19 de janeiro de 2013

ESGARÇADO GESTO ESPIRAL

Trauma Cha Cha Cha no Vox Urbe - Encontro da Revista de Poesia e Arte Contemporânea Mallarmargens - Foto  Maria Cecilia Sakhr

distorço a bola de fogo desfoca esgarçando o pulso no fole de luz que acendo. numa lambida uma carícia comove o discurso alusivo alijado ao que nos últimos dias foram os trópicos da indiferença indefensável a quem não conversa os meses com os dias tropeçado em trupes que já começaria a lamber os felpos de tapeçaria. 

cada qual no seu cômodo infiltrado e devorado por colônias do desde a pré-história da pré- expressividade até a comoção de um rinoceronte gravado na lua. inglórias transições de entre tribos derretendo confundidas com a passagem do tempo atravessando a rua. os que olham pelo buraco da passagem do tempo se colidem porque é uma questão de temperatura. 

no meio da indefinição e indiferente a ela acabo contaminado pelo esguio humano interior do estado em suas loquazes pinceladas e seu apartamento de arrebatamento irreversível somente comparável ao sair pela boca fina em ar de fumo o contorcionismo ereto da cidade reverbera aroma em vidro e agora acorda ressequido.  

o nome do destino ralo ao observá-lo escorrer desfoca diante do oco em desemboco de garoa aberta aponta a porta de vidro. esquece que a procura escorre em qual quer era o nome daquela linha reta. a caneta vermelha me consola e me ajuda a esquecer a caneta azul que me orientava. agora olha só a beta na minha glândula lacrimal. 

ao perde-la torno impermanente e sem solenidade nula especulo o espetáculo ao anotá-lo nalgumas frases. você discorda da encenação que derivo em dramaturgias maleáveis às voltas com deidades em jogos de esconder cursos até abrir num furo a dureza doce de um rochedo em contraposição dialética uma vez que em resolução de 300 dpi. 

o peito começou a crescer e o pinto começou a encolher. o pinto começou a crescer e o peito começou a encolher. deformada a fixidez inflamava de falências infláveis. voz que presencia disforia na infra inflamada de fleuma e furos que fizemos no concreto até alcançarmos o estádio. naquela língua você precisa dizer infalível. 

o clown que cagou no palácio do poder plantou uma árvore no jardim do patamar empático onde uma esquina para a alegoria da trupe não tanger nem flexionar sem metade teatralidade foi estabelecida inatingível. ele acabou preso onde eu acabei atravessado em vulto entretendo os viadutos nesse esgarçado gesto autofágico.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DOBLE FÔLEGO



deslize em mútuas de matinas sabores in natura sobre o doble fôlego em fogo intelectivo amanhece com arco flecha e trotes do casco no extremo ambiente cume perto do fim o inferno astral viceja o par de córneos extravagante estufa em até a barriga cheia da alvorada disparate

ateio fogo à flâmula que hasteio com mucosa e conhecimento a anestesia de necessidades chama sem chuva e cerveja nessa belga que já não respira muito bem

no acesso ofegante afago entradas de intervalos

as vias aéreas encurtam a duração dos tamanhos

dos alcances impulsores de mensura cores a textura envelhecida estafa o brilho dos olhos saído pela culatra das cidades acoberta que estamos sendo deflorados por uma gravíssima impenetrabilidade em penhascos de estratificação

depois que o sino dobra se desdobra em vibrações e decibéis de decisões mais ou menos inconcebíveis arvorece o alvo do céu em tardes quentes restam nos pulsos adstringentes

sem nunca parar de vibrar a pujante língua das glândulas salivares em tecidos latentes de gota em gota ecoa uníssona sinuosidade as curvas cuneiformes dos oximoros oxidados ali

nos dobres onde se desdobra o sono de um desaparecimento

 na insurgência peles desejosas de hábitos noturnos

num gole envergado que pela garganta o gosto aguado afora na lufada pulsa iluminado sonho dos pulmões aflora pensamentos quando somos afogados

domingo, 6 de janeiro de 2013

Trauma Cha Cha Cha - Prólogo de uma Arte Cênica Climatérica




acenderemos a primeira chama de uma arte cênica climatérica. Vamos derreter o núcleo de espetacularidades em despedaçados membros arrojados de trauma cha cha cha. Uma vídeo-criatura de otávio donasci será decapitada. o resultado disso será pesquisado no google.

tudo começou com um chamado. triunfa o núcleo de espetacularidades a estreia perene de um elenco póstumo. sussurra a língua da pós-modernidade. o que trazemos com nossas mãos estendidas está disposto sobre o nosso corpo estirado e se coloca disponível quando encaixamos o quadril para o consumo “in natura” desde o extremo ilíaco ao pequeno píncaro pineal que eclode em pétalas.

a conexão do movimento dos braços com as costas se distende para inflar em discos entre as vértebras. inflando até girar em campos inflamados de visão. esse giro espirala até o queixo na mira o fluxo a mera tessitura da emissão. tentamos extirpar de nossa exímia minúcia a mais execrável e a mais inextinguível estrutura pétrea de pensar âmagos.

galhos de âmagos também são frutas climatéricas para pôr os dentes esporádicos nos gomos de suas fábulas rapsódias.  medulas de copas voluptuárias em vidro para cultivar abraçado um cubo de gelo e ao escoá-lo lavar a rua e colher membrana da penumbra alumbra. a condutora escura o vão da cortina.

Pesquisar este blog