quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DOBLE FÔLEGO



deslize em mútuas de matinas sabores in natura sobre o doble fôlego em fogo intelectivo amanhece com arco flecha e trotes do casco no extremo ambiente cume perto do fim o inferno astral viceja o par de córneos extravagante estufa em até a barriga cheia da alvorada disparate

ateio fogo à flâmula que hasteio com mucosa e conhecimento a anestesia de necessidades chama sem chuva e cerveja nessa belga que já não respira muito bem

no acesso ofegante afago entradas de intervalos

as vias aéreas encurtam a duração dos tamanhos

dos alcances impulsores de mensura cores a textura envelhecida estafa o brilho dos olhos saído pela culatra das cidades acoberta que estamos sendo deflorados por uma gravíssima impenetrabilidade em penhascos de estratificação

depois que o sino dobra se desdobra em vibrações e decibéis de decisões mais ou menos inconcebíveis arvorece o alvo do céu em tardes quentes restam nos pulsos adstringentes

sem nunca parar de vibrar a pujante língua das glândulas salivares em tecidos latentes de gota em gota ecoa uníssona sinuosidade as curvas cuneiformes dos oximoros oxidados ali

nos dobres onde se desdobra o sono de um desaparecimento

 na insurgência peles desejosas de hábitos noturnos

num gole envergado que pela garganta o gosto aguado afora na lufada pulsa iluminado sonho dos pulmões aflora pensamentos quando somos afogados

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