sábado, 19 de janeiro de 2013

ESGARÇADO GESTO ESPIRAL

Trauma Cha Cha Cha no Vox Urbe - Encontro da Revista de Poesia e Arte Contemporânea Mallarmargens - Foto  Maria Cecilia Sakhr

distorço a bola de fogo desfoca esgarçando o pulso no fole de luz que acendo. numa lambida uma carícia comove o discurso alusivo alijado ao que nos últimos dias foram os trópicos da indiferença indefensável a quem não conversa os meses com os dias tropeçado em trupes que já começaria a lamber os felpos de tapeçaria. 

cada qual no seu cômodo infiltrado e devorado por colônias do desde a pré-história da pré- expressividade até a comoção de um rinoceronte gravado na lua. inglórias transições de entre tribos derretendo confundidas com a passagem do tempo atravessando a rua. os que olham pelo buraco da passagem do tempo se colidem porque é uma questão de temperatura. 

no meio da indefinição e indiferente a ela acabo contaminado pelo esguio humano interior do estado em suas loquazes pinceladas e seu apartamento de arrebatamento irreversível somente comparável ao sair pela boca fina em ar de fumo o contorcionismo ereto da cidade reverbera aroma em vidro e agora acorda ressequido.  

o nome do destino ralo ao observá-lo escorrer desfoca diante do oco em desemboco de garoa aberta aponta a porta de vidro. esquece que a procura escorre em qual quer era o nome daquela linha reta. a caneta vermelha me consola e me ajuda a esquecer a caneta azul que me orientava. agora olha só a beta na minha glândula lacrimal. 

ao perde-la torno impermanente e sem solenidade nula especulo o espetáculo ao anotá-lo nalgumas frases. você discorda da encenação que derivo em dramaturgias maleáveis às voltas com deidades em jogos de esconder cursos até abrir num furo a dureza doce de um rochedo em contraposição dialética uma vez que em resolução de 300 dpi. 

o peito começou a crescer e o pinto começou a encolher. o pinto começou a crescer e o peito começou a encolher. deformada a fixidez inflamava de falências infláveis. voz que presencia disforia na infra inflamada de fleuma e furos que fizemos no concreto até alcançarmos o estádio. naquela língua você precisa dizer infalível. 

o clown que cagou no palácio do poder plantou uma árvore no jardim do patamar empático onde uma esquina para a alegoria da trupe não tanger nem flexionar sem metade teatralidade foi estabelecida inatingível. ele acabou preso onde eu acabei atravessado em vulto entretendo os viadutos nesse esgarçado gesto autofágico.

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