terça-feira, 23 de abril de 2013

o recém chegado


irmanado em mater fractal o besouro cléópátrio aparece. imantada, a forma de aura salienta o magnetismo axial da noite silente.

o recém chegado surge de peruca na barriga do sete para o oito. que povinho bonitinho, ele diz. que coreia. que clerezia.

desce a escada pelúcida na cleptolagnia da outra noite e foge. e depois clepsidra, até o desaparecimento insurgido.

sábado, 20 de abril de 2013

Pedaço da Poética de Encenação

Ocorreram algumas alterações por aqui. Talvez a cor do suporte anular acoplado aos candelabros. Enquanto queima o minuto em parafina gotejam ralas porções previamente filtradas de sádicos recursos expressivos. Isso esteve em questão desde quando cintilou na língua o sabor de papilas despejadas nas pupilas da primeira plateia. Talvez não. A degustação termométrica involuntária e oscilante das maravilhosas identidades requer uma aparelhagem resultante de ferramentas hábeis em penetrar trânsitos, e não da estruturação científica de todas as suas funcionalidades.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Sobrecarga

Dormi e acordei seis horas antes. Toda a casa estava escura. Acreditando ainda ser cedo, dormi por mais meia hora. Acordei trinta minutos antes. Estava ainda mais escuro. Preocupado, realizei mais alguns testes da mesma natureza. Estes só me levaram a perguntas. Dentre as quais: 

1. Não está claro que ao acionar o visor do relógio digital, este antes mostra o último horário em que o visor foi acionado? 

2. Não está claro que estou apenas acordando tal qual quem embarca em instantes num mesmo sono movediço e superficial? 

Mesmo quando eu dormia com o intento de acordar até antes o bastante que pudesse, buscando voltar em definitivo, eu me deparava com os construtores adormecidos sobre degraus de obras inacabadas. Também descanso sob essa sombra mal dormida quando me sobra um horário.

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