quinta-feira, 27 de junho de 2013

verso vindo

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"verso vindo"abra suas aspas"verso vindo"solte suas tremas"verso vindo"sem nenhuma dobra"verso vindo"numa linha reta"verso vindo"sem nenhuma métrica"verso vindo"é a tua deixa"verso vindo"é uma epidemia"verso vindo"verso vindo
abre o travessão

aos uní-vocos


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Poema em Off usado na performance Dzi Corsécluso



Fotos - Eliana Borges - IOrnitorrinco


Dzi corsécluso. Dzi corsécluso, despimenta inaugural. Ziiiiiii. Eco lo qual? Dziiiiii. Eco lo qual? Tdziiiiiii. Echolocualz?
Dzi Corsécluso. Sos beintidos. Disléx yx machinna. Transex ex machinna, Cross dress X – box.
Dzi Corsécluso being beintiuno beintidos.

Espetáculo barnabé que antena arraiga toda zéra tombará.
Caipora de zinco esfarrapa meu parangolé.

Dzi croquéclusos que dzirculam pelos sescs, e também pelo cescs, e ao longo da triste distritópolis e da pluri púbis, que é um país em clausura di clausula e casulo de clausura discurcidada. Fora de tudo. Fora de tudo. Fora onde é dentro. Fora onde é dentro. Agreste de antena arraigada, está na hora da derrubada, my pai. Oh, my pai.

Era Dziéculo Z. Tri croquetes atacam-se à burla.
Ka buLra! O burlaco embaisso na cauda saída da boca.
Ka burla o nó no caudo do canudo. A caneca vazôa e ecôa porque enfim deu derrubo de calda.
Ka vazôa que eclusa entre a plausía e a pílula.

Há de se habsituar as plumas entre as palmas para tantos Dzi Corséclusos, em cerimonia despimenta inaugural. 

Ziiiiiii. Eco lo qual? Dziiiiii. Eco lo qual? Tdziiiiiii. Echolocualz? 





domingo, 9 de junho de 2013

As seis perguntas básicas da reportagem

Onde é dentro. Pergunta que cabe à música habitar. Onde é dentro há ondas com e sem centro. Tenho pânico de flautas que choram palidamente. Há Pã onde vãos são altibaixos. Ondas de invasão com e sem plano. Fora onde é dentro!

Quem nunca saiu de casa para chupar o dedão do pé de alguém apenas discursa em pele de ternurinha labial? Seja o besouro verde do tamanho de um caminhão, seja a aranha alaranjada fechando tudo e movendo as pernas como um robô na teia. Quem mofou ali não. 

O que é um trono senão uma madeira coberta de veludo? O que diferencia coincidência de convivência senão o preenchimento de uma lacuna? O que sobrevive a sub reprodutibilidade? O que não sobreviveria? O que é uma questão acerca.

Quando começaram a aparecer estas bolinhas brancas, circundadas irregularmente por vermelhidões, deixei abertas duas páginas no mesmo dicionário. Uma na palavra “sincrônico”, e a outra na palavra “simultâneo”. E cocei a virilha até arder de maravilha.  

Como a morte regressiva ensina romeno em menos de nove meses sem insônia. Como ao dizer esquecê-la eu silenciei enquanto cantava a canção. Como instrumento musical no pescoço descoberto de bandeira, tremo um cordão de ovos expelido do ninho de notas fragas.


Com porquê sai mais caro do que com beijo. Com porquê sai mais caro porque tem acento grave e circunspecto. Porque essa é a base de toda reportagem.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dzi Corsécluso no I Ornitorrinco

Dia 14 de Junho (20h30') estarei em Curitiba apresentando um solo novo chamado Dzi Corsécluso - despimenta inautural. Dentro da programação do I Ornitorrinco, um festival produzido pela Selvática Ações Artísticas em parceria com a Editora Medusa.



Dzi Crosécluso – Rasgarei minha roupa para prantear a impenetrabilidade do trinca lábios em órbitas despetaladas. O trânsito de uma fresta ao longo de três paredes que nunca tombam. A trinca ao longo da queda da quarta parede. Usarei os dentes trituradores da única questão territorial que rachadura. Hasteio a bandeira que me veste, e profiro um hieróglifo enquanto giro. Enquanto giro a bandeira nega. Enquanto giro a bandeira nega. Enquanto giro a bandeira nega.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:






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