quarta-feira, 10 de julho de 2013

Despimento Inaugural Dzi Corséculo


Foto de Stéfano Belo - Dzi Corséculo


Não me profanei por nenhum furo. Não perfurei meu cérebro com nenhum tiro. Não, e eu não me valho também de galho arrogado. Quando estou certo de que à meia pálpebra observo mais atento a espessura dos buracos de narina. Mas uma torrente de ansiedade juvenil me arremessa dessa altura. É uma maldição. O gabo com a textura cicatrizada de uma fruta. Na boca a fala perfumada com uma bala. Atravessa prismas e as pupilas estatelam. Mas os planos se segmentam em profundidades sem solução. É o caso de perpetrar um plágio inconclusivo. Não vou mudar. Esse plágio não tem conclusão. Sou fera frutífera, na unha e no caule, desse teatrão.

Um comentário:

a.r.k. disse...

É uma maldição...

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