terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Olho de um Furacão

The Silent Enigma - Francisco Reina
Quando a casa encontrou o ponto onde não havia mais vento nem desvio. Apenas o redor em círculos espiralados desmembrando em calor laranja horizontal que amarela verticalmente na décima sexta hora da parede de face norte.

Para chegar até o olho do furacão a casa se deixou mover pelo frenesi de ombros afetados ao vento, e foi desviando. Códigos gestuais circulavam em atropelamento, o riso confundia as condições intrínsecas de circulação nos cômodos. Espirais desviavam sangue.

As únicas janelas eram monitores high definition exibindo imagens provenientes de uma rede de câmeras em tempo real. Essas eram as únicas janelas, com máscaras penduradas para inalações. E os desdobramentos giravam.


Na décima sexta hora do dia a face norte da casa apresentou as condições térmicas arquetípicas de um sofá sob o amarelo alaranjado da janela. Uma faixa amarela subindo pela vertical como um horizonte amarelo de vidro. É o fim do calor no olho de um furacão.  

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