sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eu comi a placenta de prazeres



Eu comi a placenta de prazeres. Eu comi a placenta de prazeres, e parindo aos poucos de perdão. A manhã amniótica do eu lúcifer é esférico e estático despertar, do novelo embrionário esvaindo pelas dobras do domingo na vovó e no vovô ao estômago de sono vazio. Últimos instantes de amor sem dor pelos canais de âmago vazio.

Eu comi a placenta de prazeres. Voz sinal do fantasma senil tranquilo. Interrupção indômita dos começos senoidais. Satanás sagrado expira de futuras toxinas o vazio incinerado no silêncio de um pulmão desacordado. Da traição que escorre o sangue vozerio a arquitetura da vila dá luz a uma gestação feudal, que infla e continua.


Eu comi a placenta de prazeres. Comi e pairei com a cara de rua oito é choro. Na certa agradando o cachorro com o osso de incesto pânico, sempre buco salivoso arrebentando contra portas se aciona um tímpano. Pelas bordas derretidas de um cachimbo chino as fitas do contorno de um sutiã. É a placenta Pã faminta de envelhecimento e dos sinais forjados e familiares de gratidão.  

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