segunda-feira, 31 de março de 2014

Assombro arribado em desprendimento




Movimentos modulares de intensificação indo e voltando entre pêndulo e medula, entre pêndulo e moldura. Os olhos nos dentes e os dentes nos olhos. É tudo tão rubro e pequeno sobre o caranguejo púrpuro. Lua e véu emergem da janela em pernas. Grava o ar ceifado entre os membros. Um corpo que tomba desprende da própria sombra. Ele olha os olhos e os dentes, e leva a pergunta nos braços, mas o que ele trás nas mãos em destaque pertence ao cenário de fundo, lança das colinas.

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Edição e câmera- me
video

terça-feira, 25 de março de 2014

Evocação Transcrita e Capitaneada ao longo de Lembretes Alquímicos em Retângulos Amarelos



Saigo a la calle sin saber como volver. Un ojo más abierto que el otro. Un perro y tres puntos.

    Eixo entreaberto de armadilhas amalgamadas.

- Ela me mostra um ovo. Não sei se ele está nessa cidade ou se está em todas as cidades. Presença acumulada em todos os lugares ou presença de todos os lugares acumulados. Uso distorção nos destroços das relações de presença desgastadas. Você está aqui: como acontecimento daquilo de que a palavra não dá conta. Dezessete linhas assimiladas da carne viva."Estallido sin experiencia". Ovo aberto na vida de folhas verdes, folhas amarelas e cetros no sexo. Ovo aberto dando à luz o fim do túnel. Bastimo da ave andrógina aborígene inacabada. Explosão das armadilhas amalgamadas. Silêncio: paralisia paradisíaca intersetando significados.

- É relaxado e imaginativo, mas ainda não é enérgico. Encantam as permeabilidades da sua rigidez, de um perfeccionismo que sugere até utopia. Ele crê na sua própria realização, mas não parece interessado em se livrar de nada. Transmite uma segurança que me intriga, e chega a transformar meu olhar sobre ele. Absorve potencias e se apoia nelas. Força em repouso na autoridade. Pies en el suelo azul cielo.

- Ponte assentada. Debaixo do arqueiro sol o amor incondicional na vida social. Hay una gota de eternidad en la frente. Perfeição catastrófica. Perfeição catastrófica com um nó na garganta. Um nove aceso na garganta. Borda e centro sem começo nem final. Até cravarem os dentes de coroa. O que o mago faz da cintura para cima ela faz da cintura para baixo. De cima para baixo o nascimento de Joana D'arc segundo estados críticos de acumulação com as mãos para trás.

- Limpezas ceifadeiras de nomes no pântano do passado. Um esqueleto de cor carne em processo de eliminação que lavra o ego. Os espaços se esvaziam para a circulação de pêndulos interiores. Todos os olhos colocam a língua livre para fora, e discordam. E desabam sem matéria em raio sem terreno para nutrir o mundo ou encontrar os lugares do feminino. Água, caranguejo, dois cães e um caminho até a passagem entre duas torres. Está quase no fim.

- O sol me olha nos olhos. O corpo que tomba da sombra e se desprende. Caem gotas sobre uma amizade profunda, chamando à vida uma nova consciência através da música. Sai de umas nuvens e desperta na cabeça do ser que surge um disco azul que gira sobre si mesmo. Os chamados da natureza profunda e o nascimento da tragédia. O mundo. Um mundo.

(Eu repito, está quase no fim)
Bauru-SP, Março - 2014

terça-feira, 18 de março de 2014

Origem na falta de gosto da fruta

a fruta flutua 
de fronte ao espelho
o fura olho desfere
sem controle remoto 
a foto difere 
do bloco de gelo 
digere ao foco e aflige
sem fermentação da fome

segunda-feira, 10 de março de 2014

ainda ontem


ontem eu aprendi coisas invisíveis cheias de esquecimento. a vida invisível dos olhos e o vidro grande do vídeo. esvaziamentos da voz introjetados na veia, formiguejando nas mãos ouvidas da iemanjá na janela. 

isso foi pra rua, e se confundiu quando eu falei da raiva. isso continua noutra máquina de escrever verde. isso nas minhas próprias palavras seria apenas saliva que sairia da boca no lugar dessas últimas palavras.

ainda bem que é uma pena que ainda tenha volta. e ainda bem que ainda não.

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