sexta-feira, 23 de maio de 2014

Performance do Outro Núcleo de Espetacularidades e Texto Poético utilizado



hoje tinha uma cortina vermelha no lixo seco da chuva. eu puxava e era uma cortina velha infinita, velha e infinita. numas remanescências da costura, pequenas cascas pretas (que depois notei serem folhas marrons) estavam secas, mas grudadas e vivas entre as finuras nas dobras da cortina. tudo ao redor vinha de uma voz seca que ecoava viva abraçada nas dobras da cortina. foi hoje que tudo atravessou aquele furo preto da cortina.

encontrei as bordas do brocado de dentro para fora do buraco da bacia, respirando as costelas para dentro e as costelas para fora, além de inclinações que vão alterando o contorno. 
music for eighteen musicians. 
além de inclinações e lentos sapateios. além de inclinações do buraco das asas, salivando para dentro e para fora, concentra uma fresta que se estreia e expande das mãos.

vai penetrando o buraco aberto pelo o corpo no ar. ali pendula do pescoço o casal de araras miniaturas. a membrana de abelha na camada capro vulcânica entre carne e unha atravessa a terra de cócoras.

e mesmo assim nos livros dentro dos tecidos à dois alguns insetos ainda não existem.

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