sexta-feira, 20 de março de 2015

When I was a kid I made up my eyes exactly as I do now



Tenho aqui comigo um código de trigo para três tigres tristes
Você consegue ver isso comigo ou está ficando cego do rosto:

Das cores que você não está me mostrando
os primeiros cabelos falsos das verdadeiras perucas
são brevifloros com fios de cabelo crisálido.

Dos filhotes do preto e branco aprendendo a voar
do alto de uma árvore caída
os filhotes de quero-quero perderam uma cova no rosto do mato.

A morte é essa nudez na foto da visão em vida
mordida na entranha da queda, escorrendo madeira de chuva.



quarta-feira, 11 de março de 2015

Encontro faminto de imãs



não se encanta ser uma estátua por tanto tempo, mas se pega o gosto por cemitérios no rosto humano de um gato deitado. 

procurando a língua do cão ele encontra em silêncio as palavras quando sonha dentro de pálpebras espessas. 

diante dos seus olhos são famílias invisíveis de raízes em perplexidade que passam dos limites. 

queima o sentido do fogo nos olhos dos meus amuletos. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Resposta Incompleta


e sou teu fruto, em tão meio ingrato
os ombros escondem escombros e escracho.
o chiclete mastigado entre as vias de escape, 
veias assim que a máscara escolhida masca.
e sou mesmo teu fruto, em tão meio ingrato
os ombros escondem escombros e escracho.
e um pouco de religiosidade com ódio na boca,
flúor para gargarejos estéreis no expelir da cidade.
e sou realmente teu fruto, em tão meio ingrato
os ombros escondem escombros e escracho.
toda risada é uma resposta incompleta,
as línguas das imagens vazias de inveja.
e sou teu fruto, em tão meio ingrato.
2015

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