sábado, 6 de junho de 2015

Trem Vagar


Ao ver um trem vagar debaixo d’água eu percebi que o trem vagar seria uma estação inteira com os olhos de cabra verde. Eu disse essas palavras se por acaso eu me esquecesse da noite de nascimento do fantasma da cidade de nascimento. Se o sopro de meus anos não anunciasse a enfim enfiada cara no bolo, ao ver o trem vagar na cobertura do bolo, eu teria visto alguma outra coisa escrita ali. A sabotagem de nascimento acenando a despedida de sentido no trem vagar ao curso daquelas noites, no trem vagar de explosão impossível, sempre naufragado na adoção daquela estação humana.

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