sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Inteira dos galhos




Galhos da cor elétrica
Ao ver sem esquecimento
Som de flechas incompletas
Até aos sem folha de halo
Curitiba inteira dos galhos
Dentre cada folha de caderno
Em erros e cantos arrancados
Quando eu desenhava setas
Já era a inteira dos galhos
Ramificando o tempo todo
O tempo tolo sem janela
De todas as palavras que caem

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Silêncio


O único silêncio da respiração
É o som que esponja
Da única janela
E encontra uma passagem
Entre o depois e o antes
Do último soluço

O susto silenciado


E a única solução para o susto é o soluço,
ou um copo d'água em silêncio.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O vidro


O corpo está vidro
Dilatado no derretido
Ruído de moeda moída
Gargalhadas gargantilhas
Ou deitar em mordida de café...
O corpo está vidro
Na flor de madeira úmida
Na sol da pele super ciliar
No eco de vinha lambida
Matéria sombra de cidade
O corpo está vidro
Quebrado em pedra nova
Quando quase apaga a janela
Como as órbitas desérticas
Outra vez desencontradas
O corpo está vidro
Por todos os estados e motivos
Movendo a cabeça dos braços
Mas que prenda de memória
Agora está sem palavra

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Incêndio


Pode ser consumido em algumas horas,
Minutos e segundos primeiro

O que palpita nesse lugar
Escuto e gravo desde sempre
Exceto tecendo incêndio de seios
As asas de um tronco no meio
Tenso, contorcido e quase rindo
Mas as sobras do peito que erijo
Gota à gruta da primeira boca
Represa bruta quente na língua
O que palpita nesse lugar
Existe e grave desde sempre
Exceto tecendo incêndio de sangue
Abrem com passagens de tempo
Latindo nas sombras do corpo
Que o lugar onde amo inventa
Distancia sem nome entre os próximos

Pode ser consumido em algumas horas

Minutos e segundos primeiro

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