terça-feira, 18 de agosto de 2015

O vidro


O corpo está vidro
Dilatado no derretido
Ruído de moeda moída
Gargalhadas gargantilhas
Ou deitar em mordida de café...
O corpo está vidro
Na flor de madeira úmida
Na sol da pele super ciliar
No eco de vinha lambida
Matéria sombra de cidade
O corpo está vidro
Quebrado em pedra nova
Quando quase apaga a janela
Como as órbitas desérticas
Outra vez desencontradas
O corpo está vidro
Por todos os estados e motivos
Movendo a cabeça dos braços
Mas que prenda de memória
Agora está sem palavra

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