quarta-feira, 11 de novembro de 2015

noite gela



noite amarela inflamada de fora

alimenta de escuta as escoras de cantos

e a palavra levanta uma pata

de cadela tem até uma força

de chamar levando ao baixo.

o fantoche tóxico em novo bruxo

suicida e ressuscita objetos

um para cada personagem e

abriu a boca em tudo e corre

queimadura no céu sanguíneo.

aqui é abafado para sobrevivência

sem nenhum vento inflado de útero

por alguma abertura sem margem

crescendo em mim em cada um


de acordo com a noite hoje gela.

domingo, 8 de novembro de 2015

Ruída


A loja de materiais de construção se instalou lá no alto da montanha suburbana. Igual ao urubu que pousa para inalar a carne podre nas vultuosidades familiares. Uma confusão silenciosa ainda o preocupa, enquanto escuta romper o entulho na caçamba. Ecoando no vácuo até o alto, um castelo sonoro de montanha ruída. Ruída, a pele do tempo, dirigindo caminhões. Nas casas, em suas fontes de pilhas de louça, e chafariz de candelabros reptilianos desligados, acabou a força da preguiça. A lagarta se alimenta de pétalas de retina, cultivando erupções com tímpanos conduzidos na vida nutriente dos amantes. A espinha espeta o cérebro como um escorpião com veneno crânio quando eu digo “eu não tenho como voltar”. Uma parte de larga importância no trabalho e na sua construção é a entrega. Trabalhos de entrega na tarde de isolamento, passeio para ameaçar a insolação da presença daquele sonho: a gestante contorcionista de olhos vendados, o atirador de facas substituto e o mímico de vidro atrasado, quem são? Ruída, a pele do ritmo, dirigindo caminhões para entrega de materiais de construção. 

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